Vereadores barram projeto do executivo que colocaria GCM na fiscalização do trânsito
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto rejeitou o projeto que permitiria à Guarda Civil Municipal (GCM) atuar na fiscalização de trânsito. Com 14 votos contrários e 11 a favor, a proposta foi derrotada, gerando debates acalorados entre os parlamentares.
Pressão e Divisões na Câmara
A sessão foi marcada por intensa pressão da base governista para aprovação do projeto. Apesar do parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça, emitido pelo vereador Isaac Antunes, a falta de apoio de 14 vereadores já era esperada nos bastidores. A ausência da prefeitura no plenário para defender a proposta também contribuiu para o resultado negativo. A ausência de um líder oficial da prefeitura na Câmara dificultou a articulação política.
Polêmica e Dúvidas sobre a Fiscalização
A proposta gerou grande polêmica, com opiniões divididas entre a população. Há receios de que a medida se transforme em uma “indústria da multa”, sem investimento em educação para o trânsito. Por outro lado, defensores argumentam que a fiscalização da GCM é necessária para aliviar a sobrecarga da Polícia Militar e melhorar o trânsito, especialmente em frente a escolas, onde a fila dupla é um problema recorrente. A falta de treinamento adequado para os guardas e a falta de clareza sobre o processo de autuação também geraram preocupações.
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Outras Decisões e Implicações
Em outra decisão judicial, a Justiça negou o pedido do Ministério Público para que a prefeitura restabelecesse a forma original de pagamento da recomposição salarial do plano de cargos e salários, mantendo a repactuação proposta pela administração municipal. A derrota da proposta na Câmara demonstra a complexidade do tema e a necessidade de diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo para encontrar soluções eficazes para os problemas de trânsito na cidade. A ausência de esclarecimentos por parte da prefeitura e a falta de um líder na Câmara contribuíram para o resultado desfavorável.



