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Veículo que seria cedido à Justiça Eleitoral vira motivo de discussão na Câmara
CBN de Olho na Câmara
Veículo que seria cedido à Justiça Eleitoral vira motivo de discussão na Câmara

Veículo que seria cedido à Justiça Eleitoral vira motivo de discussão na Câmara

Nesta quarta-feira, acompanhamos os debates acalorados da Câmara Municipal de Ribeirão Preto. Um dos temas centrais foi a renovação do empréstimo de um veículo para a Justiça Eleitoral, gerando discussões sobre transparência e gastos públicos.

Renovação do Empréstimo de Veículo para a Justiça Eleitoral

A sessão da Câmara foi marcada por um intenso debate sobre a renovação do empréstimo de um veículo para a Justiça Eleitoral. A vereadora Glaucia Berenice, da Comissão de Finanças, inicialmente se opôs ao projeto alegando falta de documentos que comprovassem a inexistência de problemas futuros com o Tribunal de Contas do Estado. A manutenção do veículo, que custou R$ 7.500,00 à Câmara no ano passado, e a soma de R$ 17.000,00 gastos com a manutenção dos quatro veículos cedidos à Justiça Eleitoral geraram questionamentos. O presidente da Câmara, Rodrigo Simões, defendeu o projeto, argumentando que o Tribunal de Contas havia visitado a Câmara três semanas antes e não apontou irregularidades. Após debates acalorados, o projeto foi aprovado por unanimidade, com a vereadora Glaucia Berenice justificando sua mudança de posição: tecnicamente contra, mas politicamente a favor, evitando um conflito com a Justiça Eleitoral.

Pressão dos Ambulantes e Comerciantes

Outro ponto de tensão na sessão envolveu a proposta de uma comissão especial para analisar a situação dos ambulantes no centro da cidade. Comerciantes, representados por entidades como a ACI e a AMEC, argumentaram que a alta carga tributária que enfrentam os impede de competir com os ambulantes. Por outro lado, os ambulantes defenderam seu direito ao trabalho, alegando que esta é sua fonte de renda. A pressão dos comerciantes levou os vereadores Nelson das Placas e Maurício Vila Branches a retirarem suas assinaturas do projeto, impedindo sua votação. A discussão ressaltou o conflito entre a necessidade de regulamentar o comércio ambulante e a lei municipal que proíbe o comércio a 300 metros de prédios tombados, muitos presentes no centro histórico.

Novas Comissões e Fiscalização

Por fim, foram anunciadas duas novas comissões: uma CPI para apurar atrasos na duplicação da Avenida Antônio Amo Gnato Marinsek e outra comissão para fiscalizar os parques públicos municipais. Essas iniciativas demonstram a atuação da Câmara na fiscalização e cobrança das autoridades, buscando maior transparência e eficiência na gestão pública. A eficácia dessas comissões, contudo, varia de caso para caso, como exemplificado pela CPI da Avenida Antônio Amo Gnato Marinsek, que culminou no rompimento de contrato com a empresa Prime após um relatório em junho.

A sessão da Câmara Municipal de Ribeirão Preto demonstrou a complexidade dos desafios enfrentados pela cidade, desde a gestão de recursos públicos até a regulamentação do comércio ambulante. A transparência e o debate aberto são fundamentais para a construção de soluções que atendam aos interesses da população.

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