Ministro Barroso veta o uso da biometria para evitar filas nas salas eleitorais
O ministro Barroso, após discussões com o Congresso Nacional e epidemiologistas, vetou o uso da biometria nas eleições municipais de 2020. A justificativa é evitar aglomerações e facilitar a higienização, mas a medida apresenta desafios.
Desafios da Eliminação da Biometria
A decisão de vetar a biometria, embora aparentemente razoável para evitar a contaminação pelo vírus, gera novos problemas. A higienização das urnas eletrônicas se torna crucial, assim como a questão do contato com as teclas e a possibilidade de aumento da contaminação. A alternativa de ressuscitar o voto em papel também é descartada, por gerar outros problemas logísticos e operacionais.
Implicações Logísticas e de Mobilização
A eliminação da biometria impacta diretamente na mobilização dos mesários. Com a possibilidade de aumento do número de eleitores por seção, a segurança e a saúde dos mesários, muitos pertencentes ao grupo de risco, se tornam uma preocupação. A abstenção eleitoral também pode aumentar, influenciando o resultado das eleições. A questão das filas continua delicada, podendo gerar tensões e discussões, como ocorreu em eleições anteriores. A justiça eleitoral pode precisar remanejamento de eleitores e extensão do horário de votação para minimizar os problemas.
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A Complexidade dos Desafios
A solução para os desafios das eleições municipais em meio à pandemia não se resume à criação de novas normas. A experiência demonstra que a simples mudança de regras não garante a resolução automática dos problemas. A abordagem deve ser mais científica e pragmática, considerando a complexidade da situação e as implicações práticas de cada decisão. A população não deve ser responsabilizada pela falta de eficácia de soluções mal planejadas.