Depois de subestimar a pandemia, Jair Bolsonaro é infectado pelo novo coronavírus
Presidente infectado pela COVID-19 promove a cloroquina
Mudança de postura e retorno da cloroquina
Após semanas de silêncio, o presidente voltou a se pronunciar sobre a pandemia, aproveitando o diagnóstico positivo de COVID-19 para promover o uso da hidroxicloroquina. Em almoço com órgãos de imprensa selecionados, confirmou a infecção e declarou ter iniciado o tratamento com o medicamento, minimizando os riscos da doença, principalmente para jovens. Sua fala reforçou a ideia de que, devido ao seu histórico de atleta, não tem motivos para temer complicações.
Desconfiança e teorias da conspiração
A postura do presidente gerou desconfiança e alimentou teorias da conspiração. A população questiona a veracidade de sua infecção, o uso da cloroquina e a possibilidade de estar usando a situação para promover o medicamento, desconsiderando as evidências científicas que apontam para a ineficácia da hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19. A compra de grandes quantidades do medicamento pelo exército, com gastos superiores a 1,5 milhão de reais, também contribui para as suspeitas.
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Solidariedade e números alarmantes
Em contraponto à postura presidencial, a reportagem expressa solidariedade às famílias que perderam entes queridos para a doença. Os números da pandemia são alarmantes: mais de 11,6 milhões de infectados e 1,5 milhão de mortos em todo o mundo. A dimensão da tragédia é comparada à dizimação de cidades inteiras, reforçando a gravidade da situação e a necessidade de um enfrentamento sério e responsável por parte das autoridades.