Reunião entre vereadores, Sindicato dos Servidores e Prefeitura é adiada; Duarte Nogueira cumpre agenda em São Paulo
Nesta semana mais curta, devido ao feriado da Páscoa, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto enfrenta debates acirrados sobre o número de cadeiras no Legislativo. Atualmente, a discussão gira em torno de três possibilidades: 22, 25 ou 27 vagas.
Número de cadeiras na Câmara
Uma pesquisa realizada pelo Portal A Cidade On revelou que a maioria dos vereadores apoia a redução para 22 cadeiras, conforme decisão do STF há dois anos. Entretanto, um projeto para diminuir o número para 20 vagas, protocolado na Câmara, esbarra na falta de assinaturas e no apoio restrito do presidente Lincoln Fernandes e do vereador Isaac Antunes. A principal preocupação dos vereadores é o impacto na representatividade da Câmara caso haja uma redução drástica no número de vagas. O prazo para a decisão final é outubro de 2024, um ano antes das eleições municipais.
Greve dos servidores municipais
A greve dos servidores municipais de Ribeirão Preto continua, após o cancelamento de uma reunião entre o prefeito, vereadores e o sindicato. O prefeito encontra-se em São Paulo com compromissos agendados previamente, incluindo reuniões com o prefeito Bruno Covas e o secretário de governo municipal Mauro Ricardo Machado Costa, além de uma audiência com o secretário de Estado de Segurança Pública. A reunião, inicialmente prevista para o fim da manhã desta segunda-feira, foi adiada. A paralisação afeta principalmente a educação (40% dos funcionários paralisados), com menor impacto na assistência social (8%) e saúde (4%). Apesar de uma liminar determinar o funcionamento de 100% dos serviços essenciais, essa determinação não vem sendo cumprida devido à falta de informações sobre os horários de trabalho dos funcionários.
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Impasse e negociações
A situação gera impasse na Câmara Municipal. Há informações divergentes sobre a disposição dos vereadores em relação à votação de projetos do executivo enquanto o prefeito não se posicionar sobre a greve. Enquanto alguns vereadores buscam o diálogo com o prefeito, outros demonstram divergências de opiniões e ações, gerando desencontros na própria liderança do governo. A expectativa é que uma reunião entre o prefeito, vereadores e representantes dos servidores ocorra somente após a volta do prefeito de São Paulo, provavelmente na quarta-feira. A greve, motivada pela busca de reajuste salarial, deve se prolongar por toda a semana.