Coluna debate a sessão extraordinária desta quarta-feira (19), que vota decreto contra aumento da tarfia de ônibus
Nesta terça-feira, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto realiza sessão extraordinária para discutir o aumento da tarifa de ônibus, que subiu de R$ 3,95 para R$ 4,20. A sessão foi convocada após o Partido Rede de Sustentabilidade entrar com uma ação judicial alegando falta de transparência no reajuste, que foi considerado abusivo por alguns vereadores.
Reajuste e a polêmica da inflação
O aumento de 6% na tarifa, enquanto a inflação ficou abaixo de 3% no período, gerou grande polêmica. Vereadores argumentam que em cidades como São Paulo e Curitiba, com estruturas maiores, as tarifas são menores ou semelhantes. A discussão envolve a fórmula paramétrica do contrato de concessão, que considera fatores como manutenção da frota, reajuste salarial dos motoristas, preço do diesel e até mesmo os veículos incendiados, um problema recorrente que impacta o consórcio responsável pelo transporte público.
Ação na Câmara e o futuro da tarifa
O decreto legislativo que pretende suspender o aumento tem grandes chances de ser aprovado, tendo recebido parecer favorável de comissões importantes da Câmara. Apesar do aspecto técnico, há uma forte pressão política para atender à população insatisfeita com o aumento e com outros problemas no sistema de transporte, como a demora na inauguração de terminais e os horários dos ônibus.
Leia também
Possíveis desdobramentos
A prefeitura, por sua vez, argumenta que o reajuste está previsto em contrato assinado em 2012. O consórcio responsável pelo transporte público pode mover uma ação contra a prefeitura caso o aumento seja suspenso. A lentidão na resolução de questões como a exploração de publicidade em pontos de ônibus, que poderia reduzir a tarifa, também é criticada. A demora é atribuída à complexidade da legislação e à possibilidade de recursos, o que torna o processo burocrático e lento.