Câmara de Ribeirão Preto é a terceira mais inconstitucional do Estado
Ribeirão Preto ocupa preocupante posição no ranking de ações diretas de inconstitucionalidade.
Ações diretas de inconstitucionalidade em Ribeirão Preto
De acordo com o Anuário de Justiça de São Paulo, realizado pela Conjur, Ribeirão Preto ficou em terceiro lugar no ranking de cidades com mais ações diretas de inconstitucionalidade em 2017, com 39 ações. Esse número representa um aumento significativo em relação a 2016, quando a cidade ocupava a 15ª posição com apenas 8 ações. São José do Rio Preto ficou em segundo lugar com 44 ações, e Suzano liderou o ranking com 98 ações.
Custos das ações e a necessidade de consenso
Cada ação direta de inconstitucionalidade gera custos para a sociedade, envolvendo despesas com advogados, procuradores e o próprio funcionamento do Poder Judiciário. A Câmara de Ribeirão Preto, ao ter suas leis questionadas, também incorre em gastos com representação legal. Para evitar esses custos e o retrabalho, seria ideal um maior consenso entre os poderes Executivo e Legislativo, buscando diálogos e acordos antes de chegar à judicialização.
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Lei do IPTU Verde e o Supremo Tribunal Federal
A lei do IPTU Verde, proposta pelo vereador Giancarlo Aucio, exemplifica o processo de ações diretas de inconstitucionalidade. Após veto da prefeitura e derrubada do veto pela Câmara, a prefeitura recorreu e o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal para análise de repercussão geral. Essa situação demonstra a complexidade e o tempo envolvidos em tais processos.
Em resumo, a alta incidência de ações diretas de inconstitucionalidade em Ribeirão Preto sinaliza a necessidade de aprimoramento nos processos legislativos e maior diálogo entre os poderes municipais, buscando a redução de custos e a otimização do uso dos recursos públicos. A análise criteriosa dos projetos de lei pela Comissão de Justiça da Câmara também se mostra fundamental para evitar o acúmulo de ações judiciais.