Políticos de Ribeirão Preto receberam premiação de institutos investigados
Nesta terça-feira, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto tem sessão ordinária com pautas relevantes. Um destaque é o veto do prefeito a um projeto que garante fé pública a advogados em processos municipais. Embora o Executivo reconheça o mérito da proposta, apresenta um projeto idêntico de sua autoria, levantando questionamentos sobre constitucionalidade.
Projeto de Lei e Veto do Prefeito
O projeto de lei, inicialmente aprovado pelo vereador Alessandro Maraca, busca reduzir custos em processos municipais ao garantir fé pública aos profissionais da advocacia. No entanto, o prefeito vetou o projeto, alegando inconstitucionalidade. A Câmara Municipal atrásra analisa o veto e a contraproposta do Executivo, gerando debates sobre a legalidade e a eficácia da medida.
Premiações Polêmicas: O Caso do Instituto Tiradentes
Uma reportagem do Fantástico trouxe à tona a premiação de políticos por institutos, incluindo um caso inusitado onde um burro recebeu o título de “prefeito nota 10”. Em Ribeirão Preto, o Instituto Tiradentes de Minas Gerais concedeu títulos de “vereador mais atuante” a diversos políticos, entre eles o ex-vereador Maurílio Romano Machado (2011, 2012 e 2014), o vereador Ricardo Silva (2013), o deputado estadual Leo Libera (2014) e os vereadores Marcos Papa, Igor Oliveira e Maurício Gasparini (2018). A premiação exige o pagamento de uma taxa de inscrição entre R$500 e R$600, levantando suspeitas sobre a metodologia e a transparência do processo.
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Investigação e Implicações
Após a reportagem do Fantástico, o vereador Marcos Papa desistiu de participar da cerimônia de premiação. Leo Libera declarou ter pago as despesas de sua premiação com recursos próprios, enquanto Maurílio Romano não foi localizado para comentar. A metodologia de pesquisa do Instituto Tiradentes, baseada em ligações telefônicas sem embasamento científico, levanta preocupações sobre a validade das premiações. O Ministério Público do Rio Grande do Sul já investiga o caso, e uma solicitação semelhante foi encaminhada ao Ministério Público de São Paulo. A falta de transparência e a cobrança de taxas para a premiação geram questionamentos sobre a ética e a legalidade dessas práticas.
A situação evidencia a necessidade de transparência e rigor em processos de premiação que envolvem recursos públicos e a imagem de políticos. A investigação em curso poderá esclarecer as práticas do Instituto Tiradentes e suas implicações para a política local.