Déficit do IPM preocupa Prefeitura de Ribeirão Preto
A Prefeitura de Ribeirão Preto anunciou a contratação de uma auditoria externa para averiguar o contrato de concessão do transporte coletivo urbano, vigente há cinco anos. A decisão surge após a entrega do relatório final da CPI do Transporte Coletivo, que apontou diversas irregularidades.
Auditoria Externa e Investimentos em Infraestrutura
A auditoria, a ser realizada por uma empresa externa, visa verificar se o Consórcio PróUrbano investiu os R$ 23 milhões previstos em melhorias no sistema. O Consórcio afirma ter cumprido sua parte, citando a construção de terminais de bairro e a reforma da Estação Catedral. Entretanto, a CPI identificou problemas como a altura inadequada da cobertura das plataformas, exigindo adequações antes da operação.
Irregularidades Apontadas pela CPI e Possíveis Soluções
O relatório da CPI destacou diversas irregularidades, incluindo a falta de transparência na gestão de reclamações, a insuficiência de pontos de recarga de cartões, a exploração precária da publicidade nos pontos de ônibus e a ausência de licitação para as cantinas nos terminais. A Prefeitura já suspendeu a autorização para a publicidade nos pontos de ônibus e deu um prazo de 60 dias para as empresas deixarem as cantinas, abrindo caminho para licitações futuras.
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Reajuste da Tarifa e o Déficit do IPM
Paralelamente, a cidade aguarda o reajuste da tarifa do transporte coletivo, com valores estimados em torno de R$ 4,30, um aumento de aproximadamente 8% a 9% em relação ao valor atual (R$ 3,95). Por fim, a situação financeira do Instituto de Previdência Municipal (IPM) também preocupa. O secretário da Fazenda estima que seriam necessários R$ 15 bilhões para a autossuficiência do IPM, um valor inviável. Soluções como aumento de impostos ou contribuições, ou a criação de um fundo com ativos da Prefeitura, estão em estudo.
A auditoria externa e as investigações da CPI prometem trazer mais clareza sobre a situação do transporte público em Ribeirão Preto. A busca por soluções para o déficit do IPM também é crucial para a saúde financeira da cidade, exigindo decisões urgentes para evitar um impacto ainda maior no futuro.