Taxistas pressionam vereadores para regulamentar aplicativos de transporte
Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Ribeirão Preto: Confusões e polêmicas
Protesto dos Taxistas e o Projeto de Regulamentação de Aplicativos
A sessão ordinária da Câmara Municipal de Ribeirão Preto foi marcada por protestos de taxistas insatisfeitos com a retirada do projeto de regulamentação do transporte por aplicativo da pauta. Após a retirada, os taxistas foram ao Palácio Rio Branco para dialogar com o prefeito, e posteriormente à Câmara Municipal, onde houve um bate-boca com o vereador Fabiano Guimarães. Um áudio atribuído ao vereador, afirmando que os dias dos taxistas estão contados, gerou ainda mais tensão. Apesar da confusão, a sessão foi suspensa por apenas 10 minutos e a ordem do dia foi votada. O projeto, que inclui taxas para motoristas e empresas de aplicativos, deve retornar à pauta em atrássto ou setembro, após o recesso parlamentar.
Dívida da COHAB e a Sabatina do Presidente
O presidente da Companhia Habitacional de Ribeirão Preto (COHAB) foi sabatinado pelos vereadores, ocasião em que revelou um déficit mensal de R$ 500 mil, totalizando R$ 6 milhões anuais. A COHAB arrecada R$ 1,7 milhão e gasta R$ 2,2 milhões mensalmente. A dívida da COHAB com a Caixa Econômica Federal, parcelada em 2006, e a dívida com a prefeitura, que já chega a R$ 76 milhões, foram temas centrais da discussão. A transferência de 13 terrenos para a prefeitura, no valor aproximado de R$ 53 milhões, para abater parte da dívida, gerou questionamentos sobre a responsabilidade dos outros municípios associados à COHAB e de investidores privados.
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Incidente Inusitado no Plenário
Um incidente inusitado marcou a sessão: um homem foi retirado do plenário por consumir pinga. Ele passou pela revista na portaria, e o fato gerou comentários entre os presentes.
A situação da COHAB e o impasse com o projeto de regulamentação dos aplicativos de transporte prometem manter a atenção da Câmara e da Prefeitura nos próximos meses. A discussão sobre a criação de uma secretaria de habitação em substituição à COHAB também permanece em pauta.