CBN Ribeirão 90,5 FM
Colunistas
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Ouça a coluna ‘CBN De Olho na Política’ com Marcelo Fontes

CPI apura caixa dois na secretaria de Esportes na gestão Dárcy Vera
Política Brasileira
CPI apura caixa dois na secretaria de Esportes na gestão Dárcy Vera

CPI apura caixa dois na secretaria de Esportes na gestão Dárcy Vera

Nesta semana, a política de Ribeirão Preto foi marcada por dois eventos importantes: a finalização da greve dos servidores públicos e a aprovação do Plano Diretor, após 15 anos de tramitação. Porém, um fato preocupante roubou a cena: novas denúncias na CPI do Parque de Disposições.

Caixa Dois na Secretaria de Esportes

Um comissionado da Secretaria de Esportes, Marcelo Enderley Nunes, prestou depoimento na CPI, revelando a existência de um caixa paralelo na gestão da ex-prefeita Darci Vera, quando o secretário era Laíro César Júnior. Segundo Nunes, uma planilha em Excel controlava os pagamentos em espécie para eventos menores, com valores inferiores a R$ 8.000, realizados no Parque de Disposições. Aluguéis de grandes eventos, como o John Rock e o Ribeirão Rodeo, eram pagos diretamente à Secretaria da Fazenda, enquanto os menores eram pagos em dinheiro na Secretaria de Esportes. O dinheiro era usado para cobrir despesas da secretaria, como compra de alimentos e viagens. Inclusive, Nunes relatou o pagamento de uma conta de telefone de R$ 1.500 com cartão de crédito, posteriormente reembolsado com o dinheiro do caixa paralelo. Em menos de um ano e meio, esse caixa movimentou R$ 116.000.

Falta de Transparência e Investigação

A situação demonstra total falta de transparência na gestão pública. Embora não haja comprovação de desvio de dinheiro, a ausência de contabilidade formal levanta sérias questões. A CPI pretende aprofundar a investigação, ouvindo outros envolvidos e encaminhando a documentação ao Ministério Público. Chama atenção também um registro de R$ 5.500 pagos a Luquese, ex-secretário de Esportes, para custear uma viagem aos Jogos Regionais, recurso posteriormente devolvido após a entrada de dinheiro de aluguéis. A falta de comprovação da origem do dinheiro agrava a situação. Luquese, preso em decorrência da Operação Triângulo de Sevandígia, se manifestou por meio de sua advogada, reconhecendo a existência do caixa paralelo, mas negando desvios de recursos. O presidente da CPI, Orlando Pessotti, pretende solicitar à Justiça autorização para ouvir Luquese na penitenciária de Ribeirão Preto.

O caso demonstra a necessidade de maior transparência e controle na gestão dos recursos públicos, garantindo a correta aplicação do dinheiro público e a responsabilização dos envolvidos em eventuais irregularidades. A investigação da CPI e o envolvimento do Ministério Público são cruciais para esclarecer completamente os fatos e garantir a justiça.

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.