Consórcio ProUrbano solicita que prefeitura arque com prejuízos durante a pandemia do novo coronavírus
O Consórcio Pró Urbano, responsável pelo transporte coletivo de Ribeirão Preto, entrou na justiça solicitando um subsídio de R$ 7,8 milhões da prefeitura. A ação justifica o pedido alegando prejuízos causados pela pandemia, com a queda no número de passageiros de 200 mil para 60 mil por dia.
Prejuízos e a Busca por Subsídio
O consórcio argumenta que, apesar de ser uma empresa privada, presta um serviço público essencial e que outras cidades brasileiras têm subsidiado seus transportes durante a pandemia. A prefeitura, por sua vez, já havia tentado antecipar R$ 4,5 milhões ao consórcio em pagamento pelo transporte de estudantes da rede pública, mas a Câmara rejeitou a proposta.
Impacto da Pandemia no Transporte Público
A redução drástica no número de passageiros impactou diretamente a receita do Consórcio Pró Urbano. Relatos de usuários apontam para ônibus lotados em horários de pico, gerando aglomerações e preocupações com o distanciamento social, apesar do uso de máscaras ser predominante. Em contraponto, outros usuários relatam linhas com baixa ocupação em horários específicos. Essa disparidade demonstra a complexidade da situação e a necessidade de ajustes na operação do transporte público.
Leia também
Cenário Financeiro Municipal e Perspectivas
A prefeitura de Ribeirão Preto também enfrenta dificuldades financeiras devido à pandemia, com uma redução de 18% na arrecadação. A situação se agrava com a necessidade de auxiliar empresas e autarquias municipais, incluindo o transporte público. Paralelamente, a cidade aguarda a atualização do Plano São Paulo para definir o nível de restrições da quarentena, o que pode impactar a receita e a demanda pelo transporte público nos próximos dias. A situação exige um diálogo cuidadoso entre a prefeitura e o consórcio para encontrar uma solução que atenda tanto às necessidades financeiras da empresa quanto à segurança e bem-estar dos usuários.



