Colunista comenta o impasse envolvendo a Prefeitura de Ribeirão Preto e o Sindicato dos Servidores Municipais
Greve dos Servidores Municipais de Artur Nogueira
A greve dos servidores municipais de Artur Nogueira, iniciada em 10 de abril e com duração de 22 dias até a data da entrevista, continua sem solução. A prefeitura alega incapacidade financeira e legal, amparada na Lei de Responsabilidade Fiscal, para conceder o reajuste salarial de 5% solicitado pelo sindicato. O município argumenta que já está com 55,86% de suas despesas comprometidas com o pessoal, impossibilitando qualquer aumento. Além disso, afirma que o orçamento aprovado pelo legislativo não prevê recursos para tal reajuste.
Impasse nas Negociações
Apesar de o diálogo permanecer aberto, segundo a prefeitura, o cenário permanece inalterado. A greve afeta entre 15% e 20% dos servidores, com maior impacto na educação (entre 25% e 30%). Apesar de reuniões mediadas pela justiça e outros encontros entre o sindicato e a prefeitura, a posição inflexível de ambas as partes dificulta um acordo. A prefeitura mantém a proposta de reajuste zero, enquanto o sindicato permanece irredutível em sua reivindicação. A falta de concessões de qualquer um dos lados torna a situação bastante complexa.
Sessão da Câmara Municipal
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto terá sessão hoje às 18h, com destaque para dois projetos: a segunda votação da lei que regulamenta os motoristas de aplicativos e um projeto de lei sobre táxis. O projeto sobre táxis prevê a criação do “táxi acessível” para portadores de necessidades especiais, a instalação de câmeras de monitoramento nos veículos e a limitação da idade da frota para oito anos a partir de 2021.
Leia também
A situação da greve em Artur Nogueira permanece sem perspectivas de solução imediata, com as partes mantendo suas posições. A sessão da Câmara Municipal de Ribeirão Preto trará decisões importantes sobre o transporte de aplicativos e a regulamentação dos táxis na cidade.