Leitura do relatório final da CPI que investiga irregularidades entre Daerp e Aegea é tema da coluna
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto se prepara para a leitura do relatório final da CPI que investigou irregularidades no contrato entre o DAE (Departamento de Água e Esgoto) e a empresa Aegea. O documento, que será analisado na Câmara, detalha um esquema de corrupção que envolve o ex-diretor do DAE, Luiz Miquila.
Irregularidades Encontradas pela CPI
A CPI identificou que Miquila afastava fiscais do departamento de água para determinar os valores pagos à Aegea, além da perfuração desnecessária de um poço no Jardim Olhos d’Água, com dinheiro público, em um empreendimento que ainda não existia. Fiscais ouvidos pela CPI declararam que foram nomeados, mas desconheciam suas funções. O relatório será encaminhado ao plenário para votação.
Conexão com a Operação Cervandija
Esta investigação corre em paralelo à Operação Cervandija, que apura um contrato de R$ 68 milhões (com acréscimo de mais de R$ 15 milhões) entre o DAE e a Aegea, envolvendo propina e o uso de laranjas. A quinta fase da Operação Cervandija revelou detalhes do esquema de corrupção e pagamento de propina, incluindo a participação do ex-superintendente do DAE, Marco Antônio do Santos, que teria recebido dinheiro mesmo preso, comprando um apartamento de luxo com a ajuda de um laranja.
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Próximos Passos e Implicações
O relatório da CPI, por ser um trabalho paralelo à investigação do Gaeco e da Polícia Federal, pode ser anexado ao processo da Operação Cervandija, influenciando na sentença. A investigação da Cervandija possui outros braços, como o caso dos honorários advocatícios de Maria Zueli Librande e a contratação de terceirizados, que também estão em andamento na justiça de Ribeirão Preto. A definição da nova mesa diretora da Câmara Municipal também está em pauta, com Lincoln Fernandes e Marcos Papa como principais candidatos.