Prefeitura não manda nenhum representante em reunião do Plano Municipal de Educação
Nesta edição do jornal, abordamos dois temas cruciais para a cidade de Ribeirão Preto: a segurança em unidades de saúde e escolas e o impasse em torno do Plano Municipal de Educação.
Insegurança em Unidades de Saúde e Escolas
Uma comissão especial da Câmara Municipal acompanha a execução de medidas de segurança em unidades de saúde e escolas de Ribeirão Preto. Segundo a vereadora Glaucia Berinice, presidente da comissão, a iniciativa surge em resposta às inúmeras reclamações sobre agressões a funcionários. A CBN já noticiou diversos casos. A comissão pretende investigar a quantidade de ocorrências, as medidas tomadas pela prefeitura e o impacto na motivação dos funcionários, muitos dos quais chegam a pedir demissão devido à insegurança. A secretária municipal de saúde substituta, Janie Aparecida Cristina, foi ouvida pela comissão. A vereadora destaca a escassez de dados oficiais sobre o problema, o que dificulta a avaliação da situação.
A violência afeta não só os funcionários, mas também a população, que sente insegurança em alguns bairros. Embora a comissão busque soluções, o problema é antigo e complexo. A sugestão de dois guardas civis municipais por unidade, embora ideal, é inviável devido ao efetivo atual.
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Impasse no Plano Municipal de Educação
O vereador Fabiano Guimarães, presidente da Comissão Permanente de Educação, anunciou a suspensão dos debates sobre o Plano Municipal de Educação. A prefeitura não enviou representante para uma reunião previamente agendada, gerando mal-estar e críticas. O plano, que deveria ter sido aprovado em gestões anteriores, ainda não foi votado, e a falta de diálogo prejudica o processo. A CBN solicitou entrevistas com o secretário de governo, Alberto Macedo, e o assistente da educação, Antônio Daza Boldt, para obter esclarecimentos, mas até o momento não obteve respostas.
Ribeirão Preto é a única cidade entre as 645 do município que não possui um plano municipal de educação aprovado. A situação preocupa, principalmente considerando a urgência da aprovação do plano e a falta de informações claras por parte da prefeitura. A ausência de representantes da prefeitura nos debates gera incertezas sobre o futuro do plano e sua implementação.
A Câmara Municipal deve votar sete projetos em sessão tranquila, com a expectativa de que os servidores públicos peçam apoio aos vereadores para reajuste salarial. O presidente da Câmara, Lincoln Fernando, se comprometeu a trancar a pauta caso a prefeitura não apresente uma proposta de reajuste.