Colunistas repercutem as polêmicas envolvendo a Guarda Civil Municipal de Ribeirão Preto
Em meio a declarações contraditórias, a situação da Guarda Municipal de uma cidade não identificada gerou polêmica e questionamentos. A superintendente da Guarda Municipal, Monica Nociole, confirmou em entrevista à Rádio CBN que 40 guardas não passaram nos testes psicotécnico e de tiro, com alguns já tendo devolvido suas armas.
Teste de aptidão e declarações divergentes
A entrevista de Monica Nociole à Rádio CBN trouxe à tona a informação de que 40 guardas municipais não haviam sido aprovados em testes psicotécnicos e de tiro. Ela confirmou que os guardas que reprovaram no teste psicotécnico já haviam devolvido suas armas e que os que falharam no teste de tiro fariam um novo teste. No entanto, à tarde, a prefeitura divulgou uma nota oficial desmentindo a informação, alegando que todos os guardas armados possuíam portes válidos e estavam aptos, após exames psicológicos. Essa divergência entre as declarações da superintendente e a nota da prefeitura gerou grande confusão e questionamentos sobre a transparência das informações.
Análise da situação e posicionamentos
Aristides Marquete Filho, pesquisador do Observatório da Violência, trouxe à discussão a questão legal da posse de armas por guardas municipais, afirmando que a lei federal que autoriza tal posse em cidades com mais de 50 mil habitantes é recente. Ele destacou a polêmica de guardas reprovados em testes atuais, mas que estavam aptos em anos anteriores, levantando preocupações sobre a segurança pública. A falta de clareza e a divergência de informações entre a superintendente e a prefeitura geraram preocupações sobre a confiabilidade da Guarda Municipal e a segurança da população. A reportagem também destacou a gravidade da situação, considerando que 40 guardas representam cerca de 20% do efetivo total.
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Necessidade de esclarecimentos e apuração
A situação permanece nebulosa, exigindo uma apuração mais detalhada. A falta de um posicionamento claro e unificado entre a superintendente e a prefeitura deixou a população e a imprensa em busca de respostas. A sugestão de acesso à informação via Lei de Acesso à Informação, para obter os resultados dos exames psicotécnicos e de tiro dos últimos anos, foi levantada como medida para esclarecer a situação. A transparência e a apuração completa são essenciais para garantir a segurança pública e a confiança na Guarda Municipal.