Presidente da Câmara, Lincoln Fernandes (PDT), comenta a escolha de André Trindade (DEM) como representante do Executivo
A política de Ribeirão Preto está em foco após a escolha do vereador André Trindade como líder do governo na Câmara Municipal. A decisão, anunciada pelo prefeito de Artnogueira na sexta-feira, causou surpresa, principalmente entre os dez vereadores considerados mais próximos ao executivo, já que Trindade faz parte do grupo de dezessete vereadores da oposição.
Entendendo a Escolha
A escolha de Trindade, apesar de inesperada, pode ser uma estratégia para melhorar a comunicação entre o executivo e o legislativo. Projetos importantes, como a revisão da planta genérica (que impacta no IPTU) e o projeto do Uber, foram rejeitados anteriormente devido à falta de entendimento entre os poderes. O vereador Lincoln Fernandes, presidente da Câmara, acredita que a escolha de Trindade, por seu bom relacionamento com os demais vereadores, facilitará a aprovação de projetos relevantes.
Reações e Análises
A decisão gerou estranheza, mas o vereador Lincoln Fernandes destaca que mesmo vereadores aliados ao prefeito já votaram contra projetos do executivo. A instabilidade política na Câmara, com vereadores da oposição votando a favor de projetos do governo e vice-versa, torna o cenário complexo. A escolha de Trindade, do partido Democratas, que apoiou o prefeito em 2016, pode ser uma tentativa de trazer esse partido para o lado governista, garantindo maior apoio na Câmara. A postura de Trindade, contudo, ainda precisa ser observada, especialmente em relação à revisão da planta genérica, projeto que deve retornar em fevereiro ou março.
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O Futuro da Câmara
A primeira sessão do ano, marcada para amanhã, irá definir os presidentes das comissões da Câmara. Não são esperadas grandes mudanças, com a Comissão de Justiça, considerada a mais importante, mantendo seus membros. O ano de 2019 será crucial para observar a dinâmica entre o executivo e o legislativo, especialmente com as eleições municipais de 2020 se aproximando e a redução de cadeiras na Câmara. A aprovação do plano municipal de educação, também atrasado, será outro desafio para o governo.