Nova UPA deve ficar pronta em 3 anos, afirma Secretário da Saúde
Ribeirão Preto enfrenta uma situação complexa com suas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Enquanto novas UPAs são projetadas, outras permanecem paradas, gerando questionamentos sobre a gestão pública de recursos na área da saúde.
UPAs Paralisadas e Novas Construções: Um Paradoxal em Ribeirão Preto
A cidade possui UPAs prontas, mas sem funcionamento, como a UPA Oeste, finalizada em janeiro de 2021, e a UPA Sumarezinho, concluída, mas sem equipe. Simultaneamente, há planos para a construção de uma nova UPA na Vila Virgínia, um investimento de 3 milhões de reais (valor parcial do financiamento do Ministério da Saúde). A UPA Norte também está inacabada desde 2016.
Críticas à Gestão e a Necessidade de Fortalecimento da Atenção Básica
O secretário municipal da Saúde, Sandro Scarpellini, enfatiza a necessidade de priorizar o funcionamento das UPAs existentes antes de construir novas unidades. Ele argumenta que Ribeirão Preto já dispõe de unidades suficientes e que o foco deveria ser na melhoria da atenção básica, prevenindo a superlotação das UPAs. A cidade registra um número de atendimentos de urgência acima do preconizado pela Organização Mundial da Saúde, indicando falhas na atenção básica.
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A construção da UPA Sul, prevista para o bairro Vila Virgínia, deve levar de três a quatro anos para ser concluída. O secretário Scarpellini destaca os desafios burocráticos e financeiros envolvidos, incluindo a necessidade de aprovação na Câmara Municipal para a gestão da UPA por Organizações Sociais. Quanto ao Ambulatório Médico de Especialidades (AME), o secretário afirma que o projeto está pronto e a licitação deve ser aberta em breve, mas a construção também demandará tempo. A falta de funcionários nas UPAs prontas é atribuída à falta de recursos humanos e altos custos com pessoal.
A situação das UPAs em Ribeirão Preto expõe a complexidade da gestão pública na saúde. A priorização entre a construção de novas unidades e a otimização das já existentes, aliada à necessidade de fortalecer a atenção básica, é crucial para garantir um atendimento eficiente e de qualidade à população.