Vereadores vetam projeto e Câmara de Ribeirão permanece com 22 cadeiras
A Câmara de Ribeirão Preto decidiu manter apenas 22 cadeiras para a próxima legislatura, surpreendendo muitos. A decisão, tomada em sessão extraordinária, contrariou expectativas de aumento e gerou uma economia de mais de R$ 2 milhões.
Redução de Cadeiras e Pressão Popular
A maioria dos 19 vereadores que votaram contra o aumento do número de cadeiras justificou a decisão pela forte pressão popular. Redes sociais e sites mostraram ampla rejeição à proposta, influenciando diretamente o voto dos parlamentares. Apesar de partidos geralmente defenderem mais cadeiras, a opinião pública negativa foi determinante.
Dívida dos Bancos com a Prefeitura
A prefeitura de Ribeirão Preto divulgou que a dívida dos bancos com o ISS (Imposto Sobre Serviços) está em torno de R$ 50 milhões, valor bem inferior aos R$ 200 milhões apontados pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). A prefeitura afirma que os bancos pagam anualmente cerca de R$ 17 milhões de forma espontânea, e que cerca de 300 ações judiciais e administrativas tramitam na justiça para cobrança do débito. A CPI irá analisar os documentos da prefeitura para comparar as informações.
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Terreno da Fundação Rareve
A Fundação Rareve, que atende dependentes químicos, perdeu o direito de uso de um terreno doado em 2006 por não ter ocupado o espaço no prazo determinado. A prefeitura já enviou um projeto à Câmara para revogar a doação, o qual deve ser votado em breve. A entidade pretende construir apenas um escritório no local, já possuindo uma sede na zona rural. A situação levanta discussões sobre o processo de doação de terrenos pela prefeitura e possíveis preconceitos relacionados à localização da instituição.
Em resumo, a sessão na Câmara de Ribeirão Preto resultou em decisões importantes sobre o número de vereadores, a dívida dos bancos com a prefeitura e o terreno da Fundação Rareve. As discussões geradas por essas decisões demonstram a complexidade da política local e a influência da opinião pública.