Câmara de Ribeirão começa a investigar a demora na liberação de corpos pelo Serviço de Verificação de Óbitos
Demora na liberação de corpos em Ribeirão Preto
A Comissão Especial de Estudos da Câmara Municipal de Ribeirão Preto definiu o diretor substituto do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), Marco Aurélio Guimarães, como o primeiro a ser ouvido em oitiva na próxima semana. A decisão se deve às declarações de Guimarães à imprensa, questionando a necessidade de alguns óbitos passarem pelo SVO. A comissão busca apurar as causas da demora na liberação de corpos, um problema que gera grande pressão sobre o serviço público e aflige familiares que aguardam horas para velórios.
Falta de Pessoal e Critérios Médicos
Segundo a diretora do SVO, Simone Guzmão-Ramos, a principal dificuldade é a falta de funcionários. A equipe atual conta com cinco médicos (sendo sete o ideal), três técnicos de autópsia (um afastado), e dois auxiliares técnicos. A médica também destaca a necessidade de bom senso médico na avaliação da necessidade de autópsia, principalmente em casos onde a causa da morte já é evidente. A CBN já entrevistou familiares que esperaram mais de dez horas pela liberação de corpos.
Novo Ambulatório Médico e a Lei Lucas
A licitação para a elaboração do projeto do Ambulatório de Especialidades Médicas (AMI) na Vila Virgínia foi aberta, com investimento de quase 500 mil reais. Esta obra, prometida pelo prefeito Duarte Nogueira desde 2016, visa reduzir a grande fila de espera por consultas de especialidades. A expectativa é que a obra inicie no começo de 2020. Paralelamente, o Tribunal de Justiça julgou constitucional a Lei Lucas, que obriga escolas públicas e particulares a capacitarem funcionários em primeiros socorros. A lei, criada em homenagem a um garoto que faleceu por engasgamento, foi vetada pelo prefeito, mas a decisão judicial garante sua aplicação.
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Em resumo, as pautas abordadas destacam a necessidade de melhorias em serviços públicos essenciais de Ribeirão Preto. A transparência e agilidade na resolução dos problemas relacionados à liberação de corpos, a construção do AMI e a implementação da Lei Lucas são cruciais para garantir o bem-estar da população.