Câmara aprova sabatina com a chefe do Centro de Zoonoses; vereadores querem explicações sobre o aumento de ataques de escorpião
Nesta semana, a política de Ribeirão Preto esteve agitada, com diversos assuntos em pauta. Acompanhamos de perto as sessões da Câmara Municipal, audiências e a greve dos servidores municipais.
Sessão da Câmara: Aprovações e Adiamentos
A sessão da Câmara Municipal, apesar de aparentemente tranquila, contou com decisões importantes. O projeto de lei complementar que regulamenta o transporte individual por plataformas digitais (conhecido como projeto Uber) foi aprovado em definitivo. O vereador André Trindade, representando o prefeito, explicou que houve um acordo para aprovação das emendas sugeridas pelos vereadores. Agora, resta a sanção do prefeito para a regulamentação entrar em vigor. Outro projeto, que visava alterações na regulamentação do serviço de táxi, foi retirado da pauta a pedido da prefeitura e deve retornar em breve.
Saúde e Meio Ambiente em Destaque
Foi convocada uma sessão extraordinária para o dia 7 de maio, às 16h, para sabatinar a chefe das Unidades de Saúde, Maria Lúcia Biagini, sobre o aumento de 450% nos casos de ataques de escorpiões. A Câmara também aprovou um requerimento para acionar a Agência Nacional de Mineração a respeito da barragem de Postos de Caudas, devido à possibilidade de contaminação da bacia do Rio Pardo por rejeitos radioativos. Apesar de alertas anteriores da Comissão Permanente de Meio Ambiente e da Cetesb, a resolução do problema parece depender da Comissão Nacional de Energia Nuclear, com quem ainda não se obteve contato.
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Greve dos Servidores e Déficit de Professores
A greve dos servidores municipais continua. Uma audiência de conciliação entre o sindicato e a prefeitura não resultou em acordo, sendo marcada uma nova audiência para 9 de maio. Enquanto isso, uma assembleia dos servidores decidirá os próximos passos. A prefeitura alega impossibilidade de aumento salarial devido ao limite prudencial de gastos. Paralelamente, a situação da educação preocupa, com cerca de 1200 aulas sem professor no início do ano letivo. Uma reunião entre a Comissão Permanente de Educação, o Conselho Municipal de Educação e a Secretaria da Educação buscará definir o número exato de professores faltantes e soluções para o problema. Um diagnóstico do Instituto Ribeirão 2030 aponta a gravidade da situação, com exemplos concretos de escolas com diversas aulas sem professores, impactando disciplinas como matemática, história, geografia e português.
A situação política e administrativa de Ribeirão Preto apresenta desafios em diversas áreas, exigindo atenção e ações efetivas para solucionar os problemas identificados na saúde, meio ambiente e educação.