Fim da novela: Prefeitura e Cooperativa Mãos Dadas assinam novo vínculo de prestação de serviço de coleta seletiva
A cidade de Ribeirão Preto enfrenta desafios na destinação de lixo doméstico, com foco na atuação da cooperativa Mãos Dadas. Um contrato vencido em 9 de março e assinado apenas em 4 de abril, com data retroativa, gerou preocupações sobre a continuidade do serviço de coleta seletiva.
Contrato e Coleta Seletiva: Uma Questão de Eficiência
Apesar da assinatura atrasada, a cooperativa continuou a receber os resíduos. A ambientalista Simone Candratravicius destaca a importância da coleta seletiva para reduzir o volume de lixo no aterro sanitário e a necessidade de mais cooperativas para atender a demanda da cidade. Atualmente, apenas a Mãos Dadas opera na cidade, e a redução na quantidade de resíduos coletados (de 70 toneladas para 24 em fevereiro) indica problemas na coleta em alguns bairros, como o Jardim Iraja.
Impactos da Ineficiência na Coleta
A falta de investimento na coleta seletiva impacta diretamente na quantidade de lixo enviada ao aterro sanitário, comprometendo a capacidade do local e aumentando os riscos de despejos irregulares na natureza. A situação exige não apenas a ampliação do número de cooperativas, mas também ações de educação ambiental para conscientizar a população sobre a importância da separação correta dos resíduos.
Leia também
Propostas para o Futuro
Além da necessidade de mais cooperativas, a solução passa por um investimento em educação ambiental, promovendo a conscientização sobre consumo consciente e a destinação correta dos materiais recicláveis. Isso garante a qualidade do material comercializado pelas cooperativas e evita problemas ambientais, como enchentes causadas pelo acúmulo de resíduos em locais inadequados. Ações conjuntas entre poder público, ONGs e sociedade civil são fundamentais para garantir a eficiência do serviço e a sustentabilidade ambiental de Ribeirão Preto.