Representantes do Sindicato dos Servidores querem novas conversas com o Executivo para definir novo reajuste salarial
Nesta segunda-feira, representantes do sindicato dos servidores municipais de Ribeirão Preto realizaram protesto em frente à prefeitura, buscando retomar as negociações salariais. O presidente do sindicato chegou a dialogar com o prefeito Duarte Nogueira, mas as discussões devem se estender ao longo da semana.
Sessão Ordinária na Câmara Municipal
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto realizou sessão ordinária com uma pauta extensa, incluindo 12 projetos de lei. Michelle Souza, repórter, destacou a importância dos sete primeiros projetos, que tratam da revogação de doações de terrenos a diversas instituições. Essas doações, realizadas no passado, previa contrapartidas em serviços públicos, o que não ocorreu em muitos casos. A comissão especial de estudos do vereador Jorge Parada apontou irregularidades, levando o prefeito a solicitar a devolução das áreas à prefeitura. Entre as instituições envolvidas estão a Polícia Mirim, um grêmio recreativo e uma escola de samba.
Projetos de Lei em Destaque
Outro projeto de lei significativo é de autoria do vereador Lincoln Fernandes, que visa maior transparência nas empresas terceirizadas que prestam serviços à prefeitura. Motivado pela Operação Sevandija, o projeto obriga a divulgação dos nomes dos funcionários dessas empresas, buscando evitar a repetição de irregularidades como funcionários fantasmas.
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Um terceiro projeto, também proposto por Lincoln Fernandes, exige laudos periciais em serviços automotivos, garantindo maior segurança ao consumidor. A proposta gerou debates sobre os custos e a viabilidade da fiscalização.
Por fim, Michelle comentou sobre o projeto de lei que regulamenta os serviços de transporte por aplicativos, enviado pela prefeitura. Apesar de pequenas alterações em relação à versão anterior, o projeto mantém pontos polêmicos, como as altas taxas de credenciamento para empresas e motoristas, gerando controvérsia entre taxistas e motoristas de aplicativos. A questão da concorrência desleal entre os dois grupos, considerando as diferenças de custos e impostos, também permanece em debate. A proibição de estacionamento de aplicativos em terminais de ônibus, rodoviária, aeroporto e shoppings, com exceção de locais autorizados pela Transerp, também é um ponto de atrito.
As discussões sobre esses projetos devem continuar nos próximos dias, com a expectativa de novas articulações políticas e debates acalorados entre os envolvidos.