CEE do Lar Santana realiza vistoria no prédio histórico onde funcionava, até 2014, como colégio, convento e orfanato
Com a retomada dos trabalhos legislativos, a Comissão Especial de Estudos do Lar Santana realizou uma vistoria no prédio, que se encontra em estado de abandono. A situação, segundo os parlamentares, vem piorando a cada dia, com a ação do tempo e de vândalos.
Prédio Abandonado e Inseguro
O prédio está completamente abandonado, com fiação e tubulação roubadas. Qualquer pessoa consegue entrar no local, que apresenta mato alto, muros quebrados e um alto índice de escorpiões. Um acidente de carro já foi registrado devido ao estado de deterioração do muro. A vizinhança reclama da situação.
Histórico de Tentativas e Propostas
Desde 2017, foram realizadas audiências públicas para discutir a destinação do prédio. Inicialmente, estimava-se um custo de R$ 500 mil para sua recuperação. Atualmente, esse valor ultrapassa R$ 2 milhões. Houve propostas para instalar um arquivo público e o Museu da Imagem e do Som no local, além de outras entidades culturais que demonstraram interesse. A prefeitura, apesar de prometer ocupação, ainda não definiu um plano concreto.
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Compra do Prédio da Caixa Econômica Federal e Críticas
O vereador Alessandro Maraca critica a compra do prédio da antiga Caixa Econômica Federal pela prefeitura, argumentando que o investimento poderia ter sido direcionado ao Lar Santana. A compra do prédio da Caixa, realizada em janeiro, custou quase 10 milhões de reais e será paga com créditos da Caixa, sem uso de recursos próprios da prefeitura. O vereador argumenta que a prefeitura está errando ao investir em um novo imóvel, enquanto um prédio de sua propriedade, com 7 mil metros quadrados e potencial para abrigar um museu, arquivo público e centro cultural, permanece abandonado. A comissão pretende se reunir com o secretário de planejamento para buscar esclarecimentos sobre os planos da prefeitura para o Lar Santana. A demora na tomada de decisão agrava a situação do prédio, que continua a ser alvo de vandalismo e deterioração. O prédio, construído em 1924, é tombado pelo patrimônio histórico, exigindo autorizações especiais para qualquer reforma.