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Sindicato aponta que os gastos com os Servidores de Ribeirão estão abaixo do teto previsto na lei de responsabilidade fiscal
CBN de Olho na Política
Sindicato aponta que os gastos com os Servidores de Ribeirão estão abaixo do teto previsto na lei de responsabilidade fiscal

Sindicato aponta que os gastos com os Servidores de Ribeirão estão abaixo do teto previsto na lei de responsabilidade fiscal

Gastos da Prefeitura de Ribeirão Preto com Servidores

O Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto divulgou uma carta aberta contestando a versão da prefeitura sobre os gastos com pessoal. O sindicato afirma que, segundo dados do Diário Oficial do Município de 29 de janeiro de 2018, os gastos ficaram em 46,56%, abaixo do limite prudencial de 51,30% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A prefeitura, por sua vez, argumentava que estava acima do limite, incluindo os repasses ao Instituto de Previdência dos Municipiários (IPM) como despesas de pessoal. O Tribunal de Contas do Estado (TCE), no entanto, já havia determinado em 2016 que esses repasses devem ser contabilizados como interferência financeira, e não como despesa de pessoal.

Reajuste Salarial e Negociação Sindical

Com a divulgação dos dados que apontam gastos abaixo do limite da LRF, o sindicato pretende usar esse argumento para exigir da prefeitura a recomposição salarial dos servidores, incluindo a reposição da data-base de fevereiro. O presidente do sindicato, Laerte Carlos Augusto, classificou a posição da prefeitura como um “factoide” para justificar a falta de investimento em serviços públicos, a não reposição de funcionários aposentados e a não contratação de novos servidores. A negociação com a prefeitura começa em março.

Divergências Contábeis e Situação Financeira

A prefeitura justifica a sua posição afirmando que, embora a contabilização dos repasses ao IPM como aporte financeiro, e não despesa de pessoal, reduza o percentual gasto com servidores, o problema de caixa persiste. O secretário assistente da Casa Civil, Antônio Daza Boldi, explicou que uma consulta ao TCE está em análise, e que enquanto isso, o lançamento contábil é feito como aporte financeiro. Ele ressalta que a mudança contábil não altera a realidade financeira da prefeitura, que continua com dificuldades e precisa fazer economia, inviabilizando novas contratações ou aumento de salários.

Em resumo, a divergência entre a prefeitura e o sindicato gira em torno da interpretação dos dados contábeis. O sindicato argumenta que os dados comprovam a capacidade da prefeitura para conceder o reajuste salarial, enquanto a prefeitura afirma que a situação financeira real impede tal concessão, apesar da mudança na contabilização dos repasses previdenciários. A questão permanece em aberto, sujeita à análise do TCE e à negociação entre as partes.

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