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CPI que investiga irregularidades na operação 'tapa-buracos' em Ribeirão Preto, ouviu o secretário de infra Alexandre Betarello
CBN de Olho na Política
CPI que investiga irregularidades na operação 'tapa-buracos' em Ribeirão Preto, ouviu o secretário de infra Alexandre Betarello

CPI que investiga irregularidades na operação ‘tapa-buracos’ em Ribeirão Preto, ouviu o secretário de infra Alexandre Betarello

Em Ribeirão Preto, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) investiga possíveis irregularidades na operação Tapa-buracos.

CPI investiga operação Tapa-buracos em Ribeirão Preto

A CPI, presidida pelo vereador Alessandro Maraca, ouviu o secretário de infraestrutura Alexandre Betarello. O depoimento, que durou mais de duas horas, revelou que a prefeitura utiliza métodos inadequados para o serviço, sem contratos com empresas especializadas e sem os equipamentos necessários para um trabalho correto. O secretário admitiu que a compactação do asfalto é feita apenas pelo tráfego de veículos e que a temperatura da massa asfáltica não é a ideal. Além disso, não há uma equipe específica para fiscalizar a qualidade do serviço.

Irregularidades e consequências

O vereador Maraca relatou que o asfalto aplicado está se desfazendo em alguns locais, apenas dois dias após a aplicação. Ele apontou a falta de recorte adequado, compactação e temperatura ideal do asfalto como problemas graves. A CPI solicitou documentos e fará acompanhamento in loco do trabalho. O secretário afirmou que a situação de todos os buracos da cidade é impossível de ser resolvida, gerando preocupação com a segurança viária, principalmente considerando que 92 mortes no trânsito foram registradas em Ribeirão Preto no ano passado, algumas delas relacionadas a acidentes em buracos.

Decreto de sigilo gera polêmica

Em outro assunto, um decreto assinado pelo vice-presidente Hamilton Mourão permite que servidores comissionados e dirigentes de órgãos públicos imponham sigilo ultra secreto a dados públicos. A medida é criticada por especialistas como um retrocesso à transparência, ampliando o número de pessoas que podem vetar o acesso à informação. O advogado e membro da ONG de combate à corrupção, Dr. Jorge Sanches, considera o decreto um absurdo e um retrocesso democrático. Apesar do governo argumentar que as informações ultrasecretas são poucas, a ampliação do acesso ao sigilo é vista com preocupação.

A investigação da CPI sobre a operação Tapa-buracos e a polêmica em torno do decreto de sigilo demonstram a necessidade de transparência e eficiência na gestão pública, garantindo a segurança da população e o acesso à informação.

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