Vereadores de Ribeirão votam na sessão desta quinta-feira (13) as mudanças no texto da Planta Genérica de Valores
Nesta última sessão da Câmara de Ribeirão Preto antes do recesso parlamentar, a revisão da planta genérica municipal foi o principal assunto em pauta. Acompanhe os detalhes dessa discussão que envolve a prefeitura e os vereadores.
Revisão da Planta Genérica e o Impacto no IPTU
A revisão da planta genérica, que determina o valor do metro quadrado em cada região da cidade e consequentemente influencia o cálculo do IPTU, gerou grande debate. Uma nova proposta, apresentada pela prefeitura após a rejeição de um projeto anterior pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), estabelece um limite de reajuste entre 25% e 30%, podendo gerar um aumento de receita de 140 milhões de reais para o município. Entretanto, a proposta original previa um aumento ainda maior, na casa dos 540 milhões.
Pressão e Negociações nos Bastidores
A aprovação da revisão da planta genérica é crucial para a prefeitura de Ribeirão Preto, que enfrenta dificuldades financeiras, incluindo um rombo de 220 milhões de reais no Instituto de Previdência do Município (IPM). Diversas reuniões entre o prefeito, secretários e vereadores ocorreram nos dias que antecederam a sessão, com o objetivo de garantir votos favoráveis. Alguns vereadores relatam ter recebido ligações do secretário de governo, Nicanor Lopes, reforçando a necessidade da aprovação do projeto. Apesar da pressão, muitos vereadores se mostram contrários ao aumento, alegando que o reajuste proposto é superior à inflação e que o projeto foi apresentado em cima da hora, dificultando sua análise completa.
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Desfecho Incerto e Preocupações da População
A votação da revisão da planta genérica ficou marcada pela incerteza. Apesar da prefeitura argumentar que cerca de 40 mil imóveis teriam redução ou manutenção do valor do IPTU, a possibilidade de aumentos significativos em outros imóveis, chegando a 60% em alguns bairros, gerou preocupação na população. A falta de transparência sobre o número de imóveis afetados e a percepção de falta de planejamento e diálogo com a população contribuíram para o descontentamento. A situação financeira da prefeitura, o impacto no bolso dos contribuintes e as eleições municipais em dois anos são fatores que tornam esse debate ainda mais complexo e relevante para o futuro da cidade.