Recuperação da Mata de Santa Tereza volta a ser debatida na Câmara Municipal
A recuperação da Mata Santa Teresa, em Ribeirão Preto, voltou a ser foco da Comissão Especial de Estudos da Câmara Municipal. O processo, coordenado pelo Estado por meio da Fundação Florestal, enfrentou atrasos e cobranças, inclusive do Ministério Público.
Recuperação da Mata Santa Teresa
Vereadores acompanharam o plantio de mudas na estação ecológica, um ano após o início do processo de recuperação. Cerca de 60% da vegetação foi destruída em um incêndio em 2014. O vereador Marcus Papa acionou o Ministério Público e o Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente), que instaurou um inquérito civil. Uma empresa privada iniciou os trabalhos de recuperação, enquanto a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), outra empresa com pendências ambientais, ainda não começou sua parte da compensação. A Mata Santa Teresa, protegida por lei estadual, abriga 12 espécies de animais em extinção e 287 espécies de plantas, e sua recuperação completa deve levar cerca de seis anos.
Recolhimento de Animais e a Crise no Bem-Estar Animal
A suspensão do recolhimento de animais em Ribeirão Preto devido à falta de pagamento à empresa terceirizada gerou preocupações. O contrato com a empresa venceu em 8 de dezembro, e a prefeitura busca novas empresas para o serviço, mas sem sucesso até o momento. A ausência do serviço aumenta os riscos, especialmente com animais de grande porte soltos nas ruas. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) investiga casos de eutanásia na coordenadoria do bem-estar animal, com denúncias de maus-tratos e mortes de animais sob seus cuidados.
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Habitação de Interesse Social
A aprovação de uma lei de habitação de interesse social visa minimizar os problemas de moradia em favelas de Ribeirão Preto. O projeto, atrásra com o prefeito para sanção, busca soluções habitacionais para famílias carentes e pretende abordar o problema de áreas públicas embadidas. A cidade possui cerca de 81 núcleos de favelas, com aproximadamente 11 mil moradias irregulares e mais de 43 mil pessoas afetadas. A expectativa é que a lei amenize a situação habitacional na cidade.