Situação financeira da Prefeitura de Ribeirão Preto vai mal e o pagamento dos fornecedores está atrasado
A prefeitura de Ribeirão Preto enfrenta dificuldades financeiras, com atrasos no pagamento de fornecedores. Cerca de 200 ordens de pagamento estão atrasadas, totalizando 25 milhões de reais. Serviços como o recapeamento de ruas já foram afetados.
A Crise Financeira e seus Reflexos
Os atrasos são justificados pelos aportes mensais de 22 milhões de reais destinados ao Instituto de Previdência dos Municipiários (IPM), para cobrir o rombo nas aposentadorias. Essa situação contradiz as declarações anteriores do prefeito, que havia afirmado ter estancado os problemas financeiros herdados da gestão anterior. A prefeitura alega que os pagamentos estão previstos para até 15 de fevereiro de 2019, e que os serviços não estão sendo prejudicados devido a negociações com os fornecedores. O atraso representa apenas 10% do rombo deixado pela administração anterior (251 milhões de reais).
Pressões e Possíveis Soluções
Especialistas apontam que o alto volume de gastos da prefeitura e a falta de um redesenho operacional e administrativo contribuem para a crise. A prefeitura planeja enviar um projeto à Câmara Municipal para mudar a metodologia das aposentadorias de novos servidores, vinculando o teto local ao INSS. Essa medida, no entanto, tem sido criticada pelo sindicato dos servidores.
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Situação na Câmara Municipal
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto terá sessão hoje, com sete projetos em pauta. Entre eles, o veto do prefeito a um projeto sobre cadastro de protetores de animais; a convocação da secretária municipal da educação e diretoras para prestar esclarecimentos sobre impedimentos à fiscalização dos vereadores; e a proposta de redução do tempo de fala de secretários em convocações na Câmara. Além disso, há um projeto que visa conceder desconto no IPTU para quem aluga terrenos para antenas de transmissão.
A prefeitura também estuda uma Parceria Público-Privada (PPP) para a administração do Bosque Municipal, visando reduzir os custos mensais de cerca de R$ 100 mil com alimentação dos animais. O edital de chamamento de estudos foi publicado em 26 de outubro, com prazo para apresentação de propostas até 25 de novembro.