Vereadores aprovam repasse de R$ 20 milhões da Prefeitura para o Instituto de Previdência do Município (IPM)
Nesta terça-feira, a Câmara Municipal aprovou um polêmico repasse de R$ 20 milhões da prefeitura para o Instituto de Previdência do Município (IPM). A decisão, tomada após acalorados debates, gerou controvérsias entre os vereadores.
Repasse milionário ao IPM
O repasse de R$ 20 milhões para o IPM foi aprovado, atendendo a uma solicitação do Executivo. A justificativa apresentada pela administração municipal é o aumento significativo no número de aposentadorias este ano, elevando a previsão de gastos com previdência de R$ 100 milhões para R$ 240 milhões até dezembro. A Secretaria Municipal da Fazenda revelou que mais de mil servidores estão aptos a se aposentar, indicando que os gastos com previdência devem aumentar ainda mais no próximo ano.
Projetos em pauta: aprovações e rejeições
Além do repasse ao IPM, outros projetos foram debatidos na sessão. Um projeto do vereador Marinho Sampaio, que visava obrigar servidores comissionados de primeiro e segundo escalão a apresentarem certidão negativa de débito municipal, não foi aprovado por falta de parecer da Comissão de Constituição e Justiça. Já o projeto do vereador Maurício Gasparini, que declara de utilidade pública a associação dos moradores do Jardim José Wilson Tone, foi aprovado, permitindo que a associação receba verbas públicas e firme convênios.
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Implicações e reflexos
A aprovação do repasse ao IPM, em meio a cortes de despesas e suspensão de pagamentos a fornecedores, levanta questionamentos sobre as prioridades da administração municipal. A previsão de gastos com previdência para o próximo ano é ainda mais preocupante, exigindo um planejamento financeiro rigoroso para garantir a sustentabilidade das contas públicas. A aprovação do projeto para a associação do Jardim José Wilson Tone, por outro lado, demonstra atenção às demandas da comunidade.