PSOL desiste de ação popular que poderia extinguir ‘supersalários’ em Ribeirão Preto
O Ministério Público de Ribeirão Preto assumirá ação para suspender super salários na Câmara Municipal após partido desistir da ação popular.
Partido desiste de ação, MP assume
Um partido político de Ribeirão Preto desistiu de uma ação popular que questionava as incorporações salariais de servidores, aposentados e pensionistas da Câmara Municipal e da Prefeitura. Inicialmente, a ação visava apenas os servidores da Câmara, mas o Ministério Público (MP) incluiu também os funcionários da Prefeitura, aposentados e pensionistas. Apesar da desistência do partido, o MP manterá a ação, considerando as incorporações ilegais.
MP continua ação contra super salários
O promotor de justiça, Van der Leitte, lamentou a desistência do partido, mas afirmou que o MP seguirá com a ação. Ele pretende pedir a suspensão imediata dos super salários, argumentando que se trata de um caso de direito, sem necessidade de produção de provas além da citação dos requeridos. A ação abrange aproximadamente 900 servidores da Prefeitura, 35 da Câmara e 560 aposentados e pensionistas do Instituto de Previdência do município.
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Indecisão eleitoral e combate à corrupção
A incerteza na corrida eleitoral e a desconfiança em relação aos políticos são temas relevantes. O procurador regional eleitoral, Luis Carlos Santos-González, destaca a desilusão da sociedade com a política e a necessidade de os partidos e candidatos superarem essa descrença. Ele aborda a importância do combate ao caixa 2 e às fake news, enfatizando a necessidade de um crime específico para caixa 2 e a conscientização do eleitor sobre informações falsas. Por fim, ele aponta a dificuldade de participação feminina na política, com problemas como financiamento desigual e candidaturas fictícias.
A situação em Ribeirão Preto destaca a importância da transparência e da fiscalização em relação aos gastos públicos. A continuidade da ação do Ministério Público demonstra o compromisso com a legalidade e o combate a práticas irregulares. A corrida eleitoral, por sua vez, exige atenção para a desinformação e a necessidade de maior participação feminina na política.