Michelle Souza e Marcelo Fontes comentam a possibilidade do vereador e vice-presidente da câmara, Otoniel Lima perder o cargo
Nesta semana, a política de Ribeirão Preto promete agitar os ânimos. Um dos destaques é a possibilidade do vereador e vice-presidente da Câmara, Otoniel Lima, perder o cargo. O Ministério Público protocolou um pedido na Justiça para que a Câmara cumpra a determinação de afastamento do vereador, devido a uma condenação por contratação de funcionária fantasma em 2005, em Limeira.
Pedido de Afastamento e Próximos Passos
O pedido de afastamento, protocolado na sexta-feira, chegou à Câmara Municipal. Após o recebimento, a mesa diretora decreta a perda da função e consulta o juízo eleitoral para indicar o suplente. A expectativa é que o pedido chegue ao departamento jurídico da Câmara ainda hoje, e que Otoniel Lima não esteja presente na sessão de amanhã. O suplente, provavelmente França, presidente da Associação de Moradores do bairro Ribeirão Verde, deve assumir a vaga, embora o processo burocrático leve algum tempo.
Silêncio do Vereador e Busca por Novo Candidato
O vereador Otoniel Lima optou pelo silêncio e não concedeu entrevistas à imprensa. Sua condenação se refere ao seu mandato em Limeira, mas a Justiça entendeu que a perda de função pública se aplica também ao mandato em Ribeirão Preto. Com a vaga provavelmente aberta, o PRB já busca um novo candidato para as eleições do ano que vem, contando com o eleitorado cativo da Igreja Evangélica.
Leia também
Eleição da Mesa Diretora e a Disputa pelo Poder
Outra questão que agita a política local é a eleição da mesa diretora da Câmara. Embora inicialmente os nomes estivessem definidos, o vereador Fabiano Guimarães continua na disputa, buscando apoio entre os vereadores. A situação é considerada complicada, com acusações de traição e mudanças de alianças entre os grupos políticos. A eleição acontece em 28 de novembro, e a situação permanece indefinida, com possibilidade de novas reviravoltas até a data da votação.
Por fim, a novela sobre a localização da segunda unidade do Bom Prato em Ribeirão Preto teve mais um capítulo. Um novo local foi definido, mas o processo de desapropriação de terrenos e definição de prazos e recursos ainda precisa ser concluído, indicando que a inauguração em 2020 pode ser um desafio. A falta de transparência e a recorrência de anúncios sem definição prévia geram preocupações sobre a efetivação do projeto.