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Ministério Público Estadual pede extinção de quase 600 cargos comissionados em Ribeirão Preto
CBN de Olho na Política
Ministério Público Estadual pede extinção de quase 600 cargos comissionados em Ribeirão Preto

Ministério Público Estadual pede extinção de quase 600 cargos comissionados em Ribeirão Preto

Nesta semana, o Ministério Público (MP) moveu ações judiciais que resultaram na extinção de mais de 600 cargos comissionados na Câmara e na Prefeitura de Ribeirão Preto. A principal alegação do MP é que essas contratações não seguiram o princípio do concurso público, sendo feitas por indicação política.

Cargos Comissionados na Câmara e Prefeitura

O MP entrou com duas ações distintas: uma mais antiga (2012), referente à Câmara Municipal, e outra mais recente (2018), envolvendo a Prefeitura. A ação contra a Câmara, iniciada em 2012, foi revisada em 2016 após a Operação Sevandija. A ação contra a Prefeitura questiona a criação de 383 cargos comissionados entre 1993 e 2014, alegando ausência de atribuições específicas na legislação. Entre os cargos questionados estão assistentes, motoristas, coordenadores de limpeza e até mesmo chefes de divisão epidemiológica. Atualmente, a Câmara conta com 140 funcionários comissionados, enquanto a Prefeitura possui 592.

Legitimidade da Ação e Posição do MP

Para o advogado Carlos Ernesto Paulino, membro da Comissão de Direito Eleitoral da UAB, o pedido do MP é legítimo, pois a lei estabelece regras claras sobre as atribuições de comissionados e concursados. A Constituição Federal prevê que o provimento de cargos públicos, em regra, se dá por concurso público. A nomeação de servidores sem concurso público deve se restringir a cargos de chefia, assessoramento técnico ou jurídico, conforme argumenta o promotor Sebastião Sérgio da Silveira. Uma ação semelhante em Sertãozinho, em 2016, levou à exoneração de 190 cargos comissionados, mas o prefeito tenta atrásra recontratá-los.

Divergências e Posição da Prefeitura

Há divergências entre o número de cargos comissionados na Prefeitura. O MP lista 592 cargos, mas a Prefeitura afirma que o número é menor, considerando cargos extintos ou listados erroneamente. Segundo a Prefeitura, em janeiro de 2018, existiam 513 cargos em comissão, dos quais 140 eram relacionados à direção de escolas e 73 estavam vagos. Apenas 139 cargos eram ocupados por comissionados. A Prefeitura afirma que o processo está em andamento e que está elaborando sua defesa.

Em resumo, a situação envolvendo os cargos comissionados em Ribeirão Preto permanece complexa, com divergências entre as informações apresentadas pelo Ministério Público e pela Prefeitura. O desenrolar do processo judicial definirá o futuro desses cargos e a forma como a administração pública municipal será conduzida.

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