Superintendente da GCM, Monica Noccioli diz não ter conhecimento de que guardas estariam comprando munições por conta própria
A Guarda Civil Municipal (GCM) de Ribeirão Preto enfrenta sérias dificuldades, segundo reportagem da CBN. Um levantamento da Comissão Especial de Estudos da Câmara Municipal revelou uma situação preocupante.
Munição e Viaturas: Uma Situação Crítica
De acordo com o vereador Otínio Lima, membro da comissão, os guardas municipais estão comprando munição do próprio bolso. A última compra pela prefeitura ocorreu há oito anos, e a munição vencida compromete a segurança dos agentes. Além disso, a frota de viaturas é composta por 16 veículos antigos, alguns com mais de 300 mil quilômetros rodados, tornando-se inoperacionais.
Falta de Investimentos e Gestão Ineficiente
Aristides Marquete, do Observatório Civil da Violência, compara a situação à exigência de que um escritor compre seu próprio papel. Ele aponta a falta de gestão eficiente na administração municipal como a principal causa do problema. A aquisição de munição deveria seguir um processo licitatório, garantindo o cumprimento da lei. Guardas municipais em cidades com mais de 50 mil habitantes precisam de armas e munições para a defesa própria e da comunidade.
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Resposta da Superintendente da GCM
A superintendente da GCM, Mônica Nucióle, embora não confirme a compra de munição pelos guardas, admite a urgência da troca e a falta de dotação orçamentária no passado. Ela afirma que a compra de munições foi iniciada em janeiro, com pedido de autorização ao Exército. A superintendente também menciona a previsão de 48 novos guardas em dois meses e a negociação para a aquisição de novas viaturas, sem, no entanto, fornecer prazos definidos.
A situação da GCM de Ribeirão Preto demonstra a necessidade urgente de investimentos em equipamentos e pessoal, garantindo a segurança dos agentes e da população. Acompanharemos os próximos passos para verificar a efetiva resolução dos problemas apresentados.