João Doria anuncia portaria com um conjunto de regras que deverão ser cumpridas para preservar os animais em rodeios
O fim de semana foi agitado na política com a presença do governador João Dória e do presidente Jair Bolsonaro na Festa do Peão de Barreiras.
Governador João Dória anuncia portaria para o bem-estar animal em rodeios
Na sexta-feira, o governador João Dória anunciou uma portaria com novas regras para rodeios no estado de São Paulo, visando garantir o bem-estar animal. Publicada no Diário Oficial no sábado, a portaria proíbe o uso de choques elétricos e obriga o descanso dos animais após sua chegada ao local do evento. São Paulo concentra 30% dos rodeios do país, com 275 cidades sediando eventos em 2022. Após o anúncio, Dória participou da festa, defendendo o rodeio e fazendo um discurso que animou o público. Além das medidas para rodeios, o governador anunciou investimentos em obras públicas em Barreiras, incluindo R$ 5 milhões para recapeamento e R$ 1 milhão para a Santa Casa de Misericórdia, além de planos para a privatização do aeroporto local, com a expectativa de atrair mais turismo.
Presidente Bolsonaro assina decreto sobre bem-estar animal e visita Barreiras
No sábado, o presidente Jair Bolsonaro esteve presente na abertura do Rodeio Interestadual, assinando um decreto sobre a avaliação de protocolos de bem-estar animal, elaborados por entidades promotoras de eventos e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Bolsonaro visitou o Hospital do Amor, participou da tradicional Queima do Alho e recebeu uma homenagem da Associação Os Independentes. Ele repetiu a tradição de cavalgar na arena, acompanhado do governador de Goiás, e em seu discurso enfatizou seu apoio aos eventos, afirmando que “para nós não existe o politicamente correto, faremos o que tem que ser feito”. Sua comitiva incluiu os ministros Augusto Heleno, Wagner Rosário e Tarcísio Freitas.
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Política local: Ribeirão Preto e seus desafios
Em Ribeirão Preto, a prefeitura cancelou a licitação para um estudo sobre a qualidade do transporte público, cujo edital previa uma pesquisa com 3 mil usuários e um investimento de mais de R$ 1 milhão. A prefeitura não divulgou os motivos do cancelamento, apenas informou que novos atos serão divulgados posteriormente. A Transerp, empresa que gerencia o transporte público na cidade, afirma que o estudo era necessário para adequações devido a obras de mobilidade urbana. A cidade possui 90 linhas de ônibus, 24 alimentadoras e mais de 3 mil pontos de parada. A falta de transparência sobre o cancelamento da licitação gera preocupações, especialmente considerando as frequentes reclamações sobre o transporte público na cidade.
Na Câmara Municipal de Ribeirão Preto, a principal preocupação dos vereadores é a votação do projeto de reestruturação do Instituto de Previdência do Município (IPM), devido ao prazo de vencimento e à necessidade de garantir o pagamento dos servidores. Outro projeto em discussão é o número de cadeiras na Câmara para a próxima legislatura, com o projeto do vereador Boni propondo 23 cadeiras. O Ministério Público também está pressionando a prefeitura para assinar um termo de ajustamento de conduta para garantir a segurança de pontes e viadutos na cidade, após um incidente recente que expôs a necessidade de medidas preventivas.