Ministério Público de Ribeirão Preto investiga denúncia de ‘funcionários fantasmas’ na Câmara Municipal
O Ministério Público de Ribeirão Preto investiga denúncia de funcionários fantasmas no gabinete do vereador Isaac Antunes. A investigação, aberta após denúncia em 2017, apura se dois servidores comissionados, Chafiki Ferreira Escalon e Renato de Oliveira Borges, exerciam outras funções durante o horário de expediente na Câmara Municipal.
Funcionários fantasmas?
A denúncia aponta que Chafiki, chefe de gabinete, trabalhava como motorista de aplicativo, e Renato, ex-assessor parlamentar (janeiro a setembro de 2017), era dono de uma farmácia. Ambos foram convocados para prestar esclarecimentos no Ministério Público em 24 de junho. O vereador Isaac Antunes nega as acusações, alegando que todos os documentos, incluindo folhas de ponto, foram enviados ao promotor Sebastião Sergio da Silveira. Ele afirma que seus assessores são ativos e produtivos, e que a Câmara não possui horário específico de atendimento, com os assessores disponíveis em tempo integral.
Investigação em andamento
O Ministério Público apura se os funcionários exerciam atividades externas durante o horário de trabalho na Câmara. Renato já foi exonerado, enquanto Chafiki permanece no gabinete. A investigação busca verificar se a documentação apresentada pelo vereador comprova a presença dos assessores na Câmara, mesmo com a existência de outros empregos. A identidade do denunciante e os motivos da denúncia também são investigados.
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Próximos passos
A rádio CBN aguarda os próximos passos da investigação, incluindo a posição do promotor Sebastião Sergio da Silveira após a audiência marcada para 24 de junho. A reportagem também aborda a discussão na Câmara sobre a mudança no número de cadeiras, com projetos propondo a manutenção de 27 ou a redução para 23 cadeiras, gerando debates e preocupações entre os vereadores.