Integrantes da CPI do ‘tapa-buracos’ acompanha serviço em Ribeirão Preto
Nesta quarta-feira, acompanhamos os trabalhos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga o serviço de tapa-buracos em Ribeirão Preto.
Inspeção aos serviços
A CPI percorreu diversos locais onde o serviço estava sendo realizado. Vários vereadores participaram, incluindo Alessandro Maraca (presidente da comissão), Adalto Marmita, Paulo Modas e Giancoraúcio. A equipe observou que em alguns pontos, o método utilizado era o popularmente conhecido como “cocô de vaca”, onde a massa asfáltica é jogada no buraco sem o devido preparo, causando indignação nos vereadores presentes. Uma assessora do vereador Maraca registrou em vídeo a ausência da compactação do material após a aplicação.
Prefeitura se manifesta
A prefeitura confirmou a existência de dois tipos de serviço: um mais simples, o “cocô de vaca”, e outro mais elaborado, com recorte e limpeza prévia do buraco. O secretário de infraestrutura, Luiz Eduardo Garcia, em entrevista à Rádio CBN, explicou a diferença entre recapeamento e tapa-buracos, admitindo que em algumas ruas o serviço menos elaborado está sendo utilizado devido à falta de recursos para o recorte em toda a cidade. Ele afirmou que o ideal seria o recorte, que garante maior durabilidade, mas que a prioridade está sendo dada às vias principais.
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Fiscalização e o futuro dos reparos
Apesar das justificativas da prefeitura, a CPI apontou a falta de fiscalização como um problema crucial. Mesmo onde o recorte deveria ser feito, a empresa contratada não o realiza em muitos casos. A realidade do município, com um pavimento com mais de 30 anos e inúmeros buracos, torna o serviço de tapa-buracos uma tarefa complexa e de difícil solução imediata. A situação demanda uma maior fiscalização das empresas contratadas e um planejamento mais efetivo para a manutenção das vias públicas.