Economia chinesa apresenta aumento de 9,1% nas exportações em janeiro
A economia chinesa surpreendeu positivamente com dados de janeiro que mostraram crescimento de 9,1% nas exportações em comparação com o mesmo período do ano anterior. As importações também se mantiveram em nível esperado, resultando em um superávit comercial de US$ 27,3 bilhões. Analistas consideram esses números muito positivos, especialmente porque o crescimento esperado era menor, indicando uma recuperação mais rápida do que o previsto na dinâmica do comércio exterior chinês.
Recuperação da China e Implicações Globais
A rápida recuperação da China é atribuída à diminuição da tensão na guerra comercial com os Estados Unidos. A expectativa é de que um acordo entre os dois países seja fechado em breve, o que contribui para um cenário de ganhos mútuos. Este desenvolvimento é um alento para a economia mundial, dada a importância da China no cenário global e, particularmente, para o Brasil, devido à forte complementariedade econômica entre os dois países. O aumento do investimento estrangeiro direto na China em janeiro (US$ 12,4 bilhões, com crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior) reforça a confiança internacional na economia chinesa.
Desaceleração na Zona do Euro e seus Reflexos
Em contraponto, a economia europeia apresentou números mais fracos. O PIB da zona do euro cresceu 1,8% em 2018, mas com uma desaceleração significativa no quarto trimestre (0,2%). O setor industrial foi o mais afetado, com a Alemanha, por exemplo, registrando crescimento de apenas 1,5% em 2018 e estagnação no último trimestre. Essa desaceleração impacta o Brasil, que exporta para a Europa, mas também apresenta um lado positivo: a perspectiva de taxas de juros mais baixas nos principais países, incluindo a Europa e os EUA, devido à política monetária expansionista.
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Cenário Internacional e Perspectivas para o Brasil
Apesar da desaceleração europeia e da situação complexa do Brexit, o cenário internacional para 2019 apresenta-se razoavelmente positivo para o Brasil. A recuperação chinesa e a possibilidade de taxas de juros mais baixas contribuem para um panorama mais otimista, embora não totalmente benigno. A combinação de fatores sugere um ano com perspectivas mais favoráveis para a economia brasileira.