Varejo volta a acelerar vendas e vê reação após crise econômica; confira!
Nesta quinta-feira, o programa CBN Economia começou com uma homenagem ao economista Nelson Rocha Augusto pelo seu dia. O apresentador destacou a precisão das análises de Nelson, reconhecendo sua contribuição para a economia local e nacional. Em seguida, estendeu os parabéns a todos os economistas, exaltando a importância e complexidade da profissão.
Recuperação Econômica Surpreendente
Dados recentes do IBGE sobre as vendas no varejo apontaram um crescimento de 12,6%, surpreendendo analistas. Esse crescimento, referente a junho, foi impulsionado principalmente pelas vendas de móveis e eletrodomésticos (aumento de 31% em relação a maio e 25% em relação a junho do ano passado), reflexo do distanciamento social e maior tempo em casa. Supermercados também apresentaram crescimento, com 0,7% de aumento em relação a maio e 6,5% em relação a junho do ano passado. O setor de vestuário e calçados, embora em recuperação, ainda se encontra abaixo dos níveis do ano passado.
Cenário Positivo, Mas com Cautela
Apesar dos números positivos, o programa alertou para a necessidade de cautela. A recuperação econômica está fortemente ligada aos auxílios governamentais, e a sustentabilidade desse crescimento dependerá da geração de empregos e do crescimento econômico antes do fim desses auxílios. O crescimento nos serviços também foi destacado, com um aumento de 5% em relação a maio, sendo o setor de serviços prestados às famílias o que mais cresceu (14,2%). O crescimento no setor de transportes também foi positivo, impulsionado pela safra agrícola e pela construção civil.
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Ajuste Fiscal e o Teto de Gastos
O programa abordou a discussão sobre o teto de gastos e a postura do ministro Paulo Guedes. A alta dívida pública brasileira (próxima de 100% do PIB) e os gastos com auxílios emergenciais (R$ 50 bilhões mensais) exigem um ajuste fiscal. Após uma mudança de postura, o presidente Bolsonaro declarou compromisso com o cumprimento do teto de gastos. No entanto, a credibilidade dessa decisão ainda é questionada pelos agentes econômicos, que esperam demonstrações efetivas de ajuste fiscal para retomar a confiança na economia. O cumprimento do teto de gastos é crucial para evitar uma aceleração inflacionária e o aumento das taxas de juros no futuro.
A manutenção de Paulo Guedes no cargo também foi discutida, sendo considerado fundamental para a condução da política econômica e o ajuste fiscal. A necessidade de um ajuste fiscal, embora difícil a curto prazo, é vista como essencial para o crescimento econômico sustentável e a melhoria da qualidade de vida da população a longo prazo.



