Dados do Caged apontam que o Brasil criou cerca de 530.000 postos de emprego em 2018
Nesta quinta-feira, o programa Manhã CBN discutiu dados econômicos relevantes para o Brasil. Os principais pontos abordados foram a geração de empregos em 2018, a inflação medida pelo IPCA-15 e a proposta do governo de reduzir a alíquota de impostos para empresas.
Geração de Empregos em 2018 e Perspectivas para 2019
O ano de 2018 registrou um saldo positivo de 530 mil novos postos de trabalho no Brasil, um resultado expressivo após anos de recessão. Este número representa a primeira vez em três anos que a geração de empregos foi tão positiva. Para 2019, a expectativa é ainda mais otimista, com a possibilidade de se alcançar um milhão de novos empregos. Os setores de serviços e construção civil lideram a recuperação, oferecendo oportunidades inclusive para trabalhadores com menor qualificação.
Inflação e Impacto do Clima
O IPCA-15 registrou uma leve alta de 0,3% em janeiro, impulsionada principalmente pela alta nos preços de alimentos devido às condições climáticas desfavoráveis. A falta de chuvas afetou a produção de itens como batata e cebola, elevando seus preços. Embora a safra agrícola deva ser boa, a redução da produção em algumas regiões, como o Rio Grande do Sul (com perdas estimadas de até 20% na safra de arroz), pode pressionar a inflação ao longo do ano. A perspectiva é de uma inflação em torno de 4,1% a 4,15%, acima da projeção inicial de 3,8%, mas ainda dentro do centro da meta do Banco Central (4,25%). A possibilidade de bandeira amarela na tarifa de energia elétrica em março também contribui para essa pressão inflacionária.
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Proposta de Redução da Alíquota de Impostos para Empresas
O governo anunciou a intenção de reduzir a alíquota de impostos para empresas para 15%, transferindo a tributação de lucros para dividendos e juros sobre o capital próprio. Apesar da redução aparente, a mudança não representa uma diminuição da carga tributária total, apenas uma alteração na forma de tributação. A medida visa aumentar a competitividade das empresas brasileiras, atraindo investimentos estrangeiros, mas não resultará em uma redução imediata de impostos para as empresas ou seus acionistas. Para que haja uma redução efetiva da carga tributária, é necessário que os governos federal, estadual e municipal reduzam seus gastos, o que depende de reformas como a da previdência e de maior eficiência na gestão pública.
Em resumo, o cenário econômico brasileiro apresenta sinais positivos na geração de empregos, mas a inflação permanece sob observação, influenciada por fatores climáticos. A proposta de alteração na tributação de empresas busca melhorar a competitividade, sem, contudo, representar uma redução imediata de impostos.