Especialista analisa os nomes escolhidos pelo presidente eleito para gerir a economia brasileira a partir de 2019
Com o fim do ano se aproximando, a formação do governo Bolsonaro ganha contornos mais definidos a cada semana. Para analisar os reflexos da divulgação dos novos nomes para a equipe econômica, convidamos Nelson Rocha Augusto para comentar.
Uma equipe econômica qualificada
Segundo Nelson Rocha Augusto, os nomes confirmados demonstram qualidade e complementam os já anunciados. Paulo Guedes, apesar de sua ampla experiência na iniciativa privada, carece de experiência na área pública. Entretanto, sua equipe demonstra grande experiência na área pública e sólida formação acadêmica. Nomes como Mansueto Almeida (especialista em questões fiscais), Ana Paula Vescovi (com experiência no Espírito Santo e no Tesouro Nacional) e Joaquim Levy (com vasta experiência no governo, incluindo a função de Ministro da Fazenda) reforçam a equipe.
A reforma da Previdência e seus impactos
A reforma da Previdência, inicialmente esperada para este ano, foi adiada para 2019. Este adiamento representa um aumento significativo das despesas públicas, tanto no governo federal quanto nos estaduais e municipais. A aprovação do aumento de salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal, impactando outros cargos, agrava a situação. A resistência no Congresso, mesmo após as eleições, dificulta a aprovação da reforma, prejudicando o crescimento econômico e podendo levar à aceleração da inflação.
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Reações do mercado financeiro
O adiamento da reforma da Previdência gerou reações negativas no mercado financeiro. O dólar subiu, a taxa de juros de longo prazo, que vinha caindo, sofreu alta, e a bolsa de valores brasileira registrou queda. Embora outros fatores possam influenciar o mercado, a postergação da reforma é apontada como o principal motivo dessas reações negativas.