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Ouça a coluna ‘CBN Economia’ com Nelson Rocha Augusto

Pesquisa do IBGE divulga situação de beneficiários do auxílio emergencial. Confira!
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Pesquisa do IBGE divulga situação de beneficiários do auxílio emergencial. Confira!

Pesquisa do IBGE divulga situação de beneficiários do auxílio emergencial. Confira!

O economista Nelson Rocha analisou os impactos do auxílio emergencial e a necessidade de uma reforma tributária no programa Manhã CBN.

Auxílio Emergencial: Um Impacto Significativo, Mas Temporário

Uma pesquisa do IBGE revelou que 29,4 milhões de domicílios brasileiros receberam o auxílio emergencial em junho, representando 43% dos domicílios do país. A média recebida foi de R$ 881 por domicílio. Embora o auxílio tenha tido um impacto positivo imediato, a pesquisa também apontou que 14,8 milhões de trabalhadores estavam afastados de seus empregos em junho, com quase metade deles (48,4%) sem receber remuneração, apenas o auxílio. A renda média do trabalhador caiu 16,6%, para R$ 1.944. Rocha destaca a urgência da recuperação econômica, pois o fim do auxílio emergencial poderá causar sofrimento extremo à população.

Reforma Tributária: Uma Necessidade Urgente para a Recuperação Econômica

A reforma tributária é considerada crucial para acelerar a recuperação econômica. Há três propostas em análise: uma do governo (projeto de lei), e outras duas no Congresso (reformas constitucionais). Apesar da intenção de simplificação tributária, a complexidade das propostas, a falta de força política do governo e o curto prazo até as eleições municipais dificultam a aprovação rápida. Rocha enfatiza a importância da sociedade pressionar por essa reforma, essencial para aliviar o sofrimento econômico da população.

Recuperação Econômica em Andamento, Mas com Desafios

Apesar das dificuldades, há sinais de recuperação econômica. A atividade econômica em julho deve ser mais forte que em junho, que por sua vez foi melhor que maio. No entanto, a recuperação ainda está em 60% do nível pré-pandemia, restando muito caminho a percorrer. A pandemia persistente e o manejo inadequado da crise sanitária pelo governo são apontados como fatores que dificultam a recuperação completa e rápida da economia.

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