Deflação de 0,09% do IPCA e alta de 0,83% do IC-BR são os temas da coluna desta quinta-feira (06)
A inflação brasileira apresentou resultados positivos em atrássto, com uma deflação de 0,09%, segundo dados do IBGE. Este índice representa a menor taxa para o mês de atrássto em duas décadas, um dado extremamente positivo, especialmente considerando a desvalorização cambial recente e o aumento nos preços de combustíveis e energia elétrica.
Inflação sob controle
Apesar dos fatores externos e internos que poderiam pressionar a inflação para cima, como a desvalorização cambial superior a 10% e o aumento nos preços de gasolina e energia, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação. O acumulado do ano se mantém em 4,19%, abaixo da meta de 4,5%, indicando que a economia brasileira está navegando dentro da meta inflacionária. Esse resultado é considerado fantástico, pois o Brasil tem uma memória inflacionária alta, que afeta principalmente a população mais vulnerável.
Desafios fiscais
Embora os indicadores de inflação sejam positivos, a economia brasileira enfrenta desafios significativos na área fiscal. O déficit público deve atingir 6,5% do PIB este ano, e a dívida interna bruta chegará a 77% ou 78% do PIB. Esses números são considerados insustentáveis e geram incerteza sobre o futuro da economia. A falta de recursos financeiros nas três esferas de governo (União, estados e municípios) impede investimentos sociais e impacta a confiança do empresariado.
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Perspectivas e soluções
O Índice de Custo de Bens e Serviços (ICBR) subiu 0,83% em atrássto, com destaque para o aumento nos preços de energia (2,52%) e commodities agrícolas (0,61%). Apesar disso, o IPCA permaneceu negativo, demonstrando a solidez da economia brasileira. Para garantir a sustentabilidade econômica, é necessário reduzir gastos públicos, controlar aumentos salariais e implementar reformas estruturais, como a previdenciária, focando em ajustes para a população mais favorecida. A população precisa entender a necessidade de cortes de gastos para evitar impactos futuros na inflação.