Varejo tem crescimento recorde e recupera parte das perdas pela Covid-19
Nesta quinta-feira, o programa CBN Economia analisou os dados de vendas do varejo em maio, que surpreenderam com um crescimento de 13,9% em relação a abril, quase o dobro do esperado pelos analistas. Apesar de ainda estar 7% abaixo do mesmo mês do ano passado, a recuperação na margem é positiva e significativa.
Setores em Destaque
O crescimento foi disseminado em vários setores. As vendas de combustíveis e lubrificantes cresceram 6,9%, supermercados 7,1%, e o setor de tecidos, vestuários e calçados apresentou um crescimento surpreendente de 100,6% em relação a abril, embora ainda esteja 62% abaixo de maio de 2020. Essa recuperação expressiva, embora sobre uma base muito baixa, indica um potencial de crescimento importante para o setor.
A Incerteza da Pandemia
A principal incerteza para a recuperação econômica continua sendo a pandemia de Covid-19. O programa destacou a diferença entre o comportamento do Brasil e de outros países que já superaram a fase mais aguda da crise. Enquanto nações como China, Japão e Alemanha apresentam recuperação econômica significativa após o controle da doença, o Brasil enfrenta oscilações devido ao abre e fecha de atividades, dependendo da situação epidemiológica de cada região. A falta de um comando central e de conscientização da população sobre a importância do distanciamento social e das medidas sanitárias são apontados como fatores que prejudicam a recuperação.
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Reformas e Expectativas
Apesar dos desafios impostos pela pandemia, o programa também abordou as expectativas positivas em relação às reformas econômicas. Com a eleição municipal adiada, o Congresso Nacional tem uma janela de oportunidade para avançar em pautas importantes como a reforma tributária, privatizações e a reforma administrativa. A aprovação dessas medidas é vista como fundamental para uma recuperação econômica mais sustentável a longo prazo. A combinação do controle da pandemia com a implementação dessas reformas é considerada crucial para um quarto trimestre positivo, após um terceiro trimestre dedicado à reorganização e redirecionamento das estratégias de recuperação.
Em suma, a recuperação econômica brasileira depende de dois fatores principais: o controle da pandemia e a aprovação de reformas estruturais. A ausência de um ministro da Saúde e da Educação agrava a situação, comprometendo o combate à doença e a conscientização da população. No entanto, a perspectiva de avanço nas reformas e a surpreendente recuperação do varejo em maio oferecem motivos para otimismo, desde que o país consiga controlar a pandemia e assegurar a continuidade das medidas de combate à doença.



