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Paralisação dos caminhoneiros ainda causa transtornos na prestação de serviços no país
CBN Economia
Paralisação dos caminhoneiros ainda causa transtornos na prestação de serviços no país

Paralisação dos caminhoneiros ainda causa transtornos na prestação de serviços no país

Apesar da paralisação dos caminhoneiros em maio, a economia brasileira apresentou resultados mistos. A produção de veículos caiu significativamente (20% em relação a abril e 15% em relação ao mesmo período do ano passado), refletindo diretamente os impactos da greve. No entanto, as vendas de automóveis mostraram uma queda bem menor (apenas 3,4%), indicando um esgotamento de estoques e a probabilidade de retomada na produção.

Impacto da Greve e Recuperação Econômica

A greve dos caminhoneiros afetou diversos setores, com o comércio registrando uma queda de 2,3% em maio. Apesar disso, os números sugerem uma recuperação mais rápida do que o esperado, com a economia mostrando resiliência e sinais de normalização. A queda menor do que a prevista nas vendas de veículos, aliada à redução de estoques, indica uma provável aceleração da produção nos próximos meses.

Cenário Financeiro e a Valorização do Dólar

A valorização do dólar, que atingiu quase R$ 3,90, representando alta de 18% no ano, é um fator de preocupação. Essa alta impacta os custos de importação e afeta as exportações. No entanto, o Brasil apresenta fundamentos sólidos, como reservas internacionais de quase US$ 400 bilhões e um banco central ativo e competente. Apesar da saída de capital em função da incerteza política, o país registrou entrada líquida de US$ 1,7 bilhão em maio e US$ 20 bilhões no acumulado do ano. A venda da Eletropaulo e leilões de áreas de exploração de petróleo também contribuem para a entrada de dólares no país.

Agro e Commodities: Crescimento Positivo

O índice de commodities (CBR) registrou alta de 9,5% em maio, impulsionado principalmente pelo agronegócio (8,18%), metais (6,08%) e energia (14,81%). A desvalorização do real e a alta dos preços das commodities no mercado internacional contribuíram para esse resultado positivo, fortalecendo a balança comercial brasileira e gerando um superávit em dólares.

Embora o cenário político ainda apresente incertezas, a economia brasileira demonstra resiliência. Fundamentos sólidos, como a entrada de dólares, crescimento econômico e inflação controlada, indicam que o aumento da taxa de juros não é necessário no momento. A expectativa é que a taxa de juros permaneça em 6,5% até o final do ano, com a economia em recuperação, embora lenta, devido às incertezas políticas.

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