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Quais os efeitos na economia com a paralisação dos caminhoneiros? Fique por dentro
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Quais os efeitos na economia com a paralisação dos caminhoneiros? Fique por dentro

Quais os efeitos na economia com a paralisação dos caminhoneiros? Fique por dentro

O impacto da greve dos caminhoneiros de maio de 2023 na economia brasileira foi devastador, segundo análise do economista Nelson Rocha em entrevista à CBN.

Impactos imediatos e profundos

A paralisação, mais extensa que o previsto, causou desabastecimento em diversas regiões do país, afetando não só o transporte de combustíveis, mas também a atividade econômica em geral. Fábricas pararam, transportes foram interrompidos, e indicadores preliminares apontam para quedas expressivas na atividade econômica. A Fielo, empresa de processamento de cartões de crédito, registrou uma redução de 50% nas transações no auge da greve, ilustrando a paralisação generalizada.

Consequências políticas e econômicas de longo prazo

A demora na resolução da crise e a reação dividida da sociedade geraram incerteza e confusão, impactos que se estenderão por tempo considerável. A greve influenciará as eleições de outubro e o debate econômico futuro. Seu impacto na economia, política e na percepção social foi mais profundo que a crise de 2012/2013, afetando negativamente investimentos, arrecadação de impostos e geração de empregos. A recuperação econômica, embora possível devido a fundamentos macroeconômicos positivos (inflação baixa, juros baixos e reservas internacionais altas), será comprometida pela perda de, pelo menos, três ou quatro semanas de crescimento.

O peso da conta para os mais vulneráveis

Embora a redução do preço do diesel possa estimular a economia futuramente, a recuperação dependerá da normalização da situação. O custo da greve será alto, com perdas significativas para empresas e para a população. A conta, infelizmente, recairá desproporcionalmente sobre os mais vulneráveis, que perderão empregos, enfrentarão desabastecimento e aumento de preços, além dos impactos indiretos como o aumento nos preços de combustíveis. O governo também arcará com um custo significativo, estimado em cerca de 10 bilhões, que, no fim das contas, será pago por toda a sociedade brasileira.

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