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Economista analisa a decisão do Copom que optou em manter a taxa Selic em 6,5%
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Economista analisa a decisão do Copom que optou em manter a taxa Selic em 6,5%

Economista analisa a decisão do Copom que optou em manter a taxa Selic em 6,5%

O Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu o mercado ao manter a taxa Selic em 6,5% ao ano, contrariando as expectativas de redução para 6,25%. Essa decisão, considerada conservadora pelo Banco Central, gerou revolta e desconfiança no mercado financeiro.

Cenário Internacional e Pressões Inflacionárias

A decisão do Copom foi justificada pela rápida mudança no cenário internacional. A alta do dólar, a aceleração das taxas de juros nos Estados Unidos (com o Treasury de 10 anos ultrapassando 3% ao ano) e a pressão sobre os preços das commodities (petróleo acima de US$ 80 o barril) contribuíram para a postura mais cautelosa do Banco Central. Apesar da projeção de PIB ter sido reduzida para cerca de 2,5%, a inflação ainda é uma preocupação.

Impacto no Mercado e Crédito

A manutenção da Selic em 6,5%, embora considerada alta, é vista como um bom sinal para a economia, principalmente considerando o histórico de taxas de juros no Brasil. Embora analistas defendam uma redução, a decisão do Copom visa conter possíveis impactos da instabilidade externa. Embora o crédito tenha estado travado, nos últimos 60 dias houve um aumento, impulsionado por fatores como maior disponibilidade de crédito de longo prazo para habitação. Essa movimentação sugere que a economia pode apresentar um crescimento maior que o previsto inicialmente.

Perspectivas e Considerações Finais

A decisão do Copom de manter a Selic em 6,5% é uma estratégia de cautela diante de um cenário internacional desafiador. A possibilidade de redução nas próximas reuniões permanece, dependendo da evolução do cenário econômico. A falta de reformas e a instabilidade política, no entanto, continuam como fatores de risco para o crescimento econômico brasileiro. O impacto do aumento do preço do petróleo na gasolina também é uma preocupação a ser monitorada.

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