Economista analisa a melhora nos índices de geração de emprego no Brasil
O mercado de trabalho brasileiro apresenta um cenário complexo, com dados recentes do IBGE gerando dúvidas entre analistas. Apesar disso, a situação é mais otimista do que parece.
Recuperação gradual do mercado de trabalho
Embora alguns setores, como serviços e comércio, estejam gerando empregos, a maioria dos novos postos são de baixa remuneração e sem carteira assinada. A construção civil, após meses de perdas, registrou leve crescimento, mas ainda insuficiente para indicar uma recuperação robusta. A lentidão na recuperação do mercado de trabalho após a recessão é esperada, sendo a última área a se recuperar em momentos de crescimento econômico.
Sinais positivos e desafios persistentes
Apesar da geração de empregos, o desemprego permanece alto devido à diminuição do desalento – mais pessoas procurando trabalho, mas ainda sem encontrá-lo. Entretanto, há melhoria na massa salarial (4% acima do ano passado), indicando aumento da capacidade de consumo. A reforma trabalhista, embora ainda em fase inicial de implementação e com incertezas jurídicas, já demonstra sinais positivos a longo prazo, aumentando a segurança jurídica do empregador e incentivando a geração de empregos.
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Perspectivas futuras
O Brasil ainda enfrenta um alto índice de desemprego (13 milhões de pessoas), mas há indícios de melhora gradual. Estima-se uma redução para 11,5 a 12 milhões até o final do ano, com geração líquida de mais de um milhão de empregos em 2023. O setor de serviços se destaca, impulsionado por áreas como transporte, serviços domésticos e setores profissionais. Eventos como feiras do agronegócio contribuem para o aquecimento da economia local e regional, gerando empregos e melhorando os indicadores econômicos. A perspectiva é de contínua melhora nos próximos meses, com a consolidação da reforma trabalhista e a recuperação gradual do mercado de trabalho.