Colunista analisa os efeitos na economia com o baixo índice inflacionário no país
Nesta semana, o Brasil registrou a menor taxa de inflação para o mês de março em 24 anos, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) atingindo 0,09%. Em entrevista à CBN, o economista Augusto analisou esses dados em conjunto com informações do IBGE sobre o varejo, apresentando um panorama otimista da economia brasileira.
Inflação sob controle e recuperação econômica
Augusto destacou que, apesar do índice de março ser extremamente baixo, o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 2,68%, abaixo do piso da meta de 3%. Essa tendência de inflação baixa se mantém há dez meses consecutivos. Embora alguns analistas associem a baixa inflação à recuperação econômica mais lenta, Augusto argumenta que a ausência de pressão inflacionária se observa mesmo em setores com maior robustez. Ele atribui esse cenário à grande capacidade ociosa na economia, à confiança na condução do combate à inflação pelo Banco Central e ao efeito da baixa inflação passada nos contratos indexados.
Setor varejista e atividade industrial em crescimento
Dados do IBGE sobre o varejo ampliado em fevereiro mostraram crescimento de 5,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Setores como venda de automóveis (19,6% de crescimento) e material de construção (11%) apresentaram resultados positivos. Augusto destaca que, embora a atividade econômica possa ser ainda maior, o crescimento atual, aliado à baixa inflação, aumenta a capacidade de consumo das famílias, projetando perspectivas positivas para o futuro.
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Indicadores da atividade industrial também são positivos. O crescimento na venda de papel ondulado (1,6% em março, comparado a fevereiro, e 2,1% no acumulado do ano) e o aumento do tráfego nas estradas (2,6% no ano) reforçam a tendência de recuperação econômica. O crescimento observado em diversos setores indica uma recuperação consistente, com projeções de crescimento do PIB em torno de 3% para este ano.