Sensível melhora na economia americana é assunto da coluna nesta semana
O Federal Reserve (Fed), banco central americano, elevou a taxa de juros em 0,25 pontos percentuais, atingindo 1,75%. Essa decisão, embora esperada, marca a primeira reunião sob a liderança do novo presidente do Fed, Jerome Powell, que sucede Janet Yellen.
Inflação sob controle e perspectivas futuras
A principal justificativa para o aumento da taxa de juros é a expectativa de que a inflação americana atinja e se mantenha em 2%, a meta do Fed. A previsão é de que a taxa de juros americana termine o ano entre 2,5% e 2,75%, um valor considerado moderado para uma economia crescendo a 2,7% ao ano, com pleno emprego e inflação controlada. Há divergências entre os diretores do Fed sobre o número de aumentos futuros: metade prevê mais duas elevações, enquanto a outra metade prevê três.
Comunicação do Fed e impacto nos mercados
A comunicação de Powell, diferente da de Yellen, tem sido considerada menos objetiva e mais errática pelo mercado. Essa imprevisibilidade, embora gerando alguma distorção momentânea, não é vista como um problema grave a longo prazo, uma vez que a economia americana demonstra previsibilidade em seu crescimento. A estabilidade do Fed contrasta com a imprevisibilidade política do governo Trump.
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Cenário positivo para a indústria brasileira
Em notícia paralela, um indicador da FGV aponta aumento da confiança dos empresários industriais brasileiros na retomada econômica. Esse otimismo se baseia em fatores como a expectativa de crescimento do PIB próximo a 3%, inflação em torno de 3,6%, e redução da taxa de juros pelo Banco Central brasileiro. A indústria brasileira vem crescendo há três meses, com aumento da ocupação da capacidade instalada (ainda em 76-77%, abaixo dos 85% considerados normais), indicando um cenário positivo para o setor e para a economia brasileira como um todo.